09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Nós sabemos onde estão


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Com o título de “Onde estão?”, o leitor Ubiratan Cássio Sanches fez publicar, na edição de quinta-feira (23/10), página 26 do JC, uma série de perguntas sobre o que tem sido feito para reduzir ou solucionar o problema das chuvas em Bauru. O missivista chega a afirmar que nos últimos 15 anos, NADA foi feito. É inacreditável que isso possa ocorrer, isto é, passar despercebido algo tão volumoso, dispendioso, em que a Administração do prefeito Nilson Costa tanto tem se empenhado, investido recursos públicos e dado uma atenção especial.

Desta maneira, para o leitor que diz nada ter sido feito nos últimos 15 anos, vale lembrar que o atual chefe do Executivo assumiu o comando do Município, há cinco anos, sob verdadeiro dilúvio. E não é exagero afirmar isto, porque naqueles dias uma das principais avenidas de Bauru – a Cruzeiro do Sul – teve uma ponte totalmente destruída, seccionando a ligação entre bairros. O mesmo fato se repetiu nas ruas Mara Lúcia Vieira e Cuba; mais tarde na avenida Waldemar G. Ferreira. Recursos que normalmente poderiam ter sido empregados em outras obras foram destinados a fazer novas pontes, desta vez mais resistentes. Em alguns desses locais, foram desprezados os antigos tubos ármicos (metálicos), substituídos por tubos de concreto, mais resistentes.

Nos idos de 1998, 1999, era difícil transitar até a pé ou a cavalo no que restou da av. Comendador Martha. A adutora do DAE, sem proteção, rompia-se freqüentemente. O prefeito priorizou a obra e aquela via está cada vez mais bonita, já em parte duplicada até o Recinto Mello Moraes. Vale lembrar que toda aquela obra da nova rotatória do Beija-Flor/Mary Dota foi realizada em conseqüência dos problemas das chuvas e enchentes no Córrego Barreirinho, que provocaram o desabamento da cabeceira da ponte até então ali existente. A nova rotatória possibilitou dotar o local de uma solução definitiva.

Nas vilas Falcão, Giunta, Independência, o problema das enchentes foi solucionado, inclusive junto aos trilhos da ferrovia, com obras de galerias pluviais realizadas no Jardim Jussara, além da permanência de uma draga durante o ano inteiro nas margens do riacho Água do Sobrado, proximidades do Viaduto Antônio Eufrásio de Toledo. As atuais obras de extensão e duplicação da avenida Getúlio Vargas, que deverão ter grande significado para escoamento do tráfego, valorização de amplo setor da cidade e engrandecimento do paisagismo, não deveriam ou não poderiam ser realizadas não fossem os trabalhos de galerias pluviais feitos na grande erosão que existia nas proximidades, em meio ao mato, mas que ameaçava até alguns prédios. Caro Ubiratan: esses investimentos em que são usadas milhares de toneladas de tubos de concreto devem ser observados na fase de implantação já que depois fica quase tudo enterrado! Quem tem tanta dúvida, assim, não pode perder oportunidades de observação no momento adequado sob o risco de posteriormente escrever carta a jornal cometendo injustiça! E a injustiça não orna para quem escreve citando Jesus Cristo!

Não pode esquecer o missivista que além de ter empregado boa parcela dos recursos de sua administração com obras contra enchentes, o prefeito Nilson Costa busca empréstimo do Banco Mundial que deverá ajudar a dar uma nova dinâmica no combate às cheias (construção de piscinões e não de cisternas), além do tratamento do esgoto, o que ajudará a despoluir e a preservar nossos rios. Nilson Costa, que entre recape e asfalto novo levou essa benfeitoria a quase mil quarteirões de ruas de Bauru, não autoriza asfalto em ruas sem infra-estrutura de galerias para que em futuro próximo material e trabalho não sejam perdidos. Assim, caro Ubiratan, na condição de crítico implacável, na sua visão você poderia ter escrito que “quase nada” foi feito. Mas por ter escrito que “nada” foi feito, nos obrigou a redigir esta resposta. E como você encerrou o seu texto com uma citação bíblica, também recorremos à sabedoria de Salomão com dois provérbios: “Pela bênção dos sinceros se exalta a cidade, mas pela boca dos ímpios é derribada” e “O lábio de verdade ficará para sempre, mas a língua mentirosa dura só um momento”.

Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Bauru