08 de julho de 2026
JC Criança

Conviver não é fácil, mas pode ser divertido

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 5 min

A gente vive em comunidade e nem percebe o que isso significa. Todos os dias, você convive com a sua família, em sua casa, com os amigos, na escola, e em outras atividades, na igreja que freqüenta, no curso de inglês e até no clube. As pessoas que aprendem a conviver desde a infância, terão muito mais facilidade na vida adulta. Para você ter uma idéia do que isso significa, atualmente as empresas buscam profissionais qualificados para desempenhar papéis importantes, mas um dos requisitos mais solicitados é a capacidade de trabalhar em equipe, ou seja, viver em comunidade.

O nosso amigo e astronauta brasileiro, major-aviador Marcos César Pontes, comenta que até na Nasa isso é observado. “Não basta você ser o melhor engenheiro, é necessário saber conviver com outras pessoas e ter bom humor”, diz Pontes.

Também, já imaginou você e mais seis pessoas ficarem 15 dias em órbita, confinados a uma nave espacial, com uma pessoa chata, que não sabe rir ou colaborar?

Nessas horas que a gente percebe como é importante ser solidário, observar as pequenas coisas que podemos fazer para ajudar e, até, divertir alguém.

Não pense que ajudar nas tarefas domésticas é coisa de adulto. Há muito o que fazer, ou deixar de fazer, para facilitar o dia-a-dia de toda a família. Mesmo se a sua casa possui uma empregada doméstica, lembre-se que há muitos afazeres. Quando cada um faz a sua parte, fica mais fácil para todos.

Dobrar uma roupa ao invés de largá-la jogada pelo quarto, com certeza não irá ‘derrubar’ a sua mãozinha. Dar banho no cachorro não vai fazer você perder aquele desenho legal na TV. É só aprender a dividir seu tempo, fazer as atividades com amor e dedicação, que vai rapinho.

Tem gente que já ajuda

A Amanda Regina Zerbinatti tem 10 anos e faz a 4.ª série no Colégio São Francisco de Assis. Ela é uma garota muito tranqüila e sempre busca colaborar em casa. “Eu procuro limpar meu quarto todos os dias, apesar de não ser muito organizada com as minhas coisas”, comenta a garota.

Ela sabe da importância em auxiliar as pessoas e valoriza bastante as amizades. A Amanda tem dois cachorrinhos muito sapecas chamados Halfe e Ariel. Com a irmã Ana Cláudia, ela divide os cuidados com os animais. “Eu prefiro ajudar a dar o banho, já a minha irmã é quem dá comida para eles”, diz Amanda.

E não é só em casa, ser prestativo na escola, ajudar a professora a zelar pela sala de aula também é muito importante. Ninguém gosta de chegar e encontrar a carteira toda bagunçada. Então, o melhor a fazer é dar exemplo e buscar alternativas para que os momentos na escola sejam os mais agradáveis e produtivos.

Pensando no futuro

Com apenas 10 anos, Paulo Henrique Maldonado Bernardes já pensa na universidade. Ele faz a 4.ª série na EE “Antônio Guedes de Azevedo” e confessa que sempre auxilia nas tarefas diárias em sua casa. “Eu ajudo bastante mesmo, lavo banheiro, lavo quintal, cuido da louça. Eu acho importante e penso comigo: mais pra frente eu vou querer fazer uma faculdade e não vai ser em Bauru. Então não dá para ter empregada, a gente tem que aprender a fazer de tudo”, comenta Paulo.

Ele diz que divide as obrigações da casa com os irmãos e os pais. “Minha mãe faz uma listinha e cada um faz a sua parte. Eu não vejo nenhum problema nisso. Não é sacrifício, é uma diversão.” Ele também não esquece de seu bichinho de estimação. “Tenho um peixinho beta, que eu alimento diariamente e troco a água às sextas-feiras”, lembra Paulo Henrique.

Além de aprender a cuidar da casa, Paulo aprendeu a fazer fuxico com sua tia Marisa, em Bauru. “Eu mudei de Reginópolis para cá em fevereiro e aproveitei para aprender. Sinto falta de lá, onde meu avô mora, tem animais, galinhas, cavalo, vaca. E lá moram meus amigos. No fim de semana, a gente vai para lá. É muito gostoso!”, conta, alegre, Paulo Henrique.

Apesar de em Bauru a família não possuir empregada, quando vivia em Reginópolis havia uma pessoa para cuidar das tarefas da casa. “Mesmo assim a gente ajudava nas pequenas coisas. Eu gosto de cuidar das minhas coisas, sou bastante organizado. Não gosto de viver na bagunça”, conta o garoto.

Decidido e educado, Paulo Henrique tem facilidade em fazer novas amizades, é bastante comunicativo e sabe o que quer. No futuro, quando estiver na faculdade, com certeza ele terá facilidade para formar um grupo de amigos para morar. É nessas horas que fica mais evidente a importância de saber viver bem em comunidade.

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Dicas para viver bem

• Seja responsável com suas coisas, assim evitará que seus pais vivam preocupados com você;

• Seja amigo e saiba ouvir;

• Colabore nas tarefas diárias;

• Procure aprender coisas diferentes, pois poderão ser úteis no futuro para você ou para um amigo;

• Saiba dividir, nem sempre o “tudo” dá para todos;

• Tenha paciência e bom humor, pois nem sempre as coisas são como a gente quer e com paciência e bom humor é possível encontrar novas soluções;

• Ajude seu irmão/amigo a fazer a tarefa, pois o que pode ser fácil para você, pode ser difícil para o outro;

• Ajude a cuidar dos animais de estimação em sua casa;

• Seja gentil com os mais velhos e também com as crianças pequenas, pois ser educado não é brega;

• Saiba conversar, sem gritar.