10 de julho de 2026
Regional

PF apreende R$ 30 mil em notas falsas

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

São Manuel - A Polícia Federal (PF) apreendeu ontem cerca de R$ 30 mil em cédulas falsas de R$ 50,00. O dinheiro estava escondido no pneu do carro de um advogado de São Pedro, que viajava em direção a Piracicaba. Esta é a maior apreensão de dinheiro falso já realizada na região.

O advogado foi abordado no começo da manhã de ontem na estrada de acesso à rodovia Marechal Rondon, entre as cidades de São Manuel e Piracicaba.

O delegado da PF responsável pela ocorrência, Pedro Novaes, afirma que foi instaurado inquérito policial a fim de investigar a origem do dinheiro. O inquérito que deve ser concluído em duas semanas. Por se tratar de um advogado, a Subseção de Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai acompanhar o caso.

De acordo com o delegado da PF, Guilherme Lopes Maddarena, uma denúncia anônima indicou que o advogado F.R.A., 26 anos, estaria viajando com uma grande quantidade de cédulas falsificadas. O nome do acusado foi preservado pela Polícia Federal. Com ele, havia mais um passageiro no veículo, que alegou não saber nada sobre o dinheiro.

F.R.A. estava indo em direção a Piracicaba, vindo de Ponta Porã (PR). “Já tínhamos informações de dinheiro falso vindo dessa região do Paraguai e do Paraná”, afirma o delegado.

F.R.A. contou em seu depoimento que havia recebido o dinheiro de um cliente paraguaio. A quantia seria referente ao pagamento de honorários advocatícios.

Segundo informou a PF, o dinheiro estava escondido em um pneu do Corsa com placas de São Pedro. As 610 notas estavam embrulhadas em jornais e enroladas com fita silvertape. Devido à umidade do pneu ou do jornal, algumas notas foram manchadas pela tinta do jornal.

Maddarena comenta que a falsificação era de qualidade apenas razoável. “Uma pessoa desprevenida poderia ser enganada, mas com uma boa luz, qualquer um identificaria que é uma nota falsa. No comércio, ele não conseguiria passar as cédulas”, diz o delegado.

O advogado Leandro Chab Pistelli, membro da Comissão de Prerrogativas da OAB, acompanhou o flagrante. Ele afirma que F.R.A. é de Campinas e que estaria morando atualmente em São Pedro.

“A pedido da Polícia Federal, viemos acompanhar o flagrante, apesar de ele não estar sendo preso no exercício da profissão. Com a lavratura do auto de prisão em flagrante, vamos acompanhar o desenvolvimento do inquérito”, afirma.

F.R.A. foi autuado em flagrante por crime de moeda falsa, artigo 289 do Código Penal, e conduzido para a Cadeia Pública de Avaí. A pena para casos desta natureza é de três a 12 anos de prisão e multa.