Uma das grandes atrações da Grand Expo Bauru 2003 serão, certamente, os mini-horses, que participam pela primeira vez do evento. A Associação Paulista dos Criadores de Mini-Horse, fundada recentemente, promoverá no Recinto Mello Moraes provas funcionais (tambor, baliza, charreteamento etc) no domingo, dia 2. Na ocasião, os visitantes poderão conhecer um pouco mais sobre essa raça que começa a ganhar destaque no País.
De acordo com o engenheiro agrônomo e criador José Eden Matosinho, da associação paulista, os animais dessa raça são uma evolução dos pôneis - criados no Brasil a partir de animais das raças shetland (da Inglaterra) e de outras oriundas da Argentina e Uruguai.
“O que pretendemos com o mini-horse é ter cavalos das raças já conhecidas e existentes em miniatura. O pônei tem algumas características como cabeça e tronco mais pesados e desproporcionais ao conjunto. O mini-horse já não é assim”, detalha Matosinho.
Segundo ele, o pônei é o formador básico da raça mini-horse, e além disso, alguns criadores estão trazendo miniatures horses dos Estados Unidos, com o objetivo de aumentar o plantel no Brasil mais rapidamente. Atualmente, segundo Matosinho, o melhor plantel de mini-horse está no Estado de São Paulo. Em termos de quantidade de animais, o maior plantel está em Minas Gerais.
“Há alguns anos, nos Estados Unidos, criou-se a Associação do Miniature Horse, a partir de uma seleção de raças de pôneis, e cuja diferenciação estava fundamentada principalmente na menor estatura dos animais, bem como no objetivo de se obter realmente exemplares que se aproximam cada vez mais de uma miniatura propriamente dita de um eqüino das raças de porte normal”, conta Matosinho.
Para ser definido como mini-horse, o animal deve ter algumas características básicas em seu padrão racial: altura máxima de 95cm para os machos e de 100cm para as fêmeas, tomada na região da cemelha a partir dos 36 meses de idade; forma bem estruturada, musculoso, proporcional ao seu tamanho, mostrando beleza, equilíbrio e elegância; temperamento dócil; ativo e inteligente; admite-se a todos os tipos de pelagem; estrutura óssea forte e seca; cabeça de forma triangular leve, com orelhas pequenas, simétricas e alertas; fronte ampla e plana; membros curtos com musculatura forte.
De acordo com Matosinho, os mini-horses são de fácil manejo e não é necessária uma estrutura luxuosa para mantê-los. Uma das vantagens para o criador, em relação aos cavalos de porte normal, é que no mesmo espaço onde se cria um eqüino podem ser criados cinco mini-horses.
“São animais dóceis, rústicos, dificilmente adoecem e se adaptam ao meio em que vivem, qualquer que seja. As matrizes permanecem em regime de pasto, comendo capim. Os animais que participam de exposições e campeonatos ganham uma complementação alimentar à base de uma ração normal de eqüino, fornecida em porções diárias de 1% do peso do animal.”
Hoje e amanhã, durante a Grand Expo 2003, os exemplares de mini-horse que estão no recinto participarão de julgamentos de conformação, nos períodos da manhã e tarde, na pista recentemente construída ao lado da pista central do recinto. A Grand Expo 2003 começou ontem e prossegue até o dia 9 de novembro, com várias atrações e leilões de animais.