De olho na formação de jovens cidadãos, o Consórcio Intermunicipal de Promoção Social (Cips) realizou, ontem, uma festa em sua sede. O evento comemorou o mês das crianças e prestou uma homenagem aos fundadores da entidade, Alcides Franciscato e Roberto Previdello, falecido neste ano.
Durante a semana, os adolescentes atendidos pelo Cips participaram de várias atividades, como gincanas e coleta de material para doação, uma maneira de incentivá-los a desenvolver a sua cidadania. “Alguns produtos arrecadados por eles, como livros, por exemplo, serão doados para crianças que estão em situação financeira mais difícil que a deles”, explica a secretária da entidade, Vânia Lamônica Garcia.
A festa começou por volta das 15h, com a presença de Maria Perroni, dirigente da Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social, entre outras autoridades. A empresária Sônia Franciscato Braga, que participa da entidade como voluntária, compareceu ao evento representando os seus pais, Alcides e Lindinha Franciscato, e foi homenageada pelos jovens atendidos.
Uma exposição de fotos com vários momentos da história do Cips lembrava aos convidados a trajetória da entidade, que está há mais de 30 anos prestando atendimento aos adolescentes de Bauru.
Atualmente, de acordo com Garcia, são 400 jovens atendidos, a maioria meninos, com idades entre 12 e 17 anos. “Nós estamos iniciando um trabalho com as meninas. Já temos algumas inscritas e pretendemos aumentar esse contingente “, explica.
O Cips funciona como um apoio para a formação dos adolescentes. Eles são atendidos no horário extra-classe, ou seja, no período em que não estão na escola. “Uma das exigências da entidade é que o jovem esteja devidamente matriculado na escola”, diz Garcia.
Na entidade, são oferecidas oficinas de marcenaria, silk screen e informática permanentemente. Além disso, há cursos esporádicos, de caráter profissionalizante, como o de garçom, de eletricista residencial, de telemarketing e de secretariado. “O objetivo é dar subsídios para esses adolescentes se colocarem no mercado de trabalho”, explica Garcia.
Quando os jovens atingem 16 anos, o Cips os encaminha para o mercado de trabalho. Através de convênio com empresas da cidade, os meninos conseguem o primeiro emprego. “É uma parceria muito positiva, pois a empresa também obtém inúmeras vantagens ao abrir as portas para esses meninos”, destaca Garcia.
Ela completa, lembrando que é muito mais barato para a sociedade a inclusão dos jovens carentes no mercado de trabalho do que a recuperação de infratores que nascem da falta de oportunidades de desenvolvimento social.