09 de julho de 2026
Regional

Delegado rebate denúncia de perseguição pessoal

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Para o delegado Benedito Antônio Valencise, chefe da Seccional de Polícia de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru), a denúncia apresentada ao Ministério Público (MP) pelo vereador Marcelo Cavinato (PT), na semana passada, não procede.

Na representação, Cavinato contesta a maneira como Valencise conduziu o inquérito policial contra ele. O vereador acusa o delegado de perseguição política e pessoal.

Por intermédio do MP, as denúncias chegaram até o Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4), em Bauru, ao qual está vinculada a Seccional de Jaú.

Anteontem, Valencise recebeu do órgão um pedido de esclarecimento das denúncias feitas pelo vereador. Segundo o delegado, todas as informações serão fornecidas ao Deinter-4 devidamente documentadas.

De acordo com as acusações feitas pelo vereador, o inquérito teria recebido uma conotação pessoal porque tiveram início logo depois dele ter denunciado na Câmara supostas irregularidades envolvendo uma instituição social comandada por um policial civil de Barra Bonita.

Cavinato acusa ainda a polícia de tortura contra uma das testemunhas, que está presa, e de ter divulgado informações para a Câmara antes do encerramento do inquérito.

Valencise se defende dizendo que os documentos foram requisitados pela Câmara em razão da Comissão de Investigação e Processante (CIP) que foi instaurada para apurar suposta falta de decoro parlamentar de Cavinato. “Isso não foi um procedimento político mas administrativo”, afirmou o delegado.

Sobre a participação do policial civil de Barra Bonita no caso, Valencise disse que ele apenas cumpriu o que lhe foi determinado e que não há nada pessoal em tudo o que aconteceu durante e depois da operação realizada em maio último.

Quanto a denúncia de tortura, o delegado disse que é comum um preso falar que foi agredido pela polícia. Segundo Valencise, o depoimento foi feito na presença de testemunhas e de advogados e que não houve nenhum tipo de agressão.

A denúncia está sendo investigada pelo delegado Luciano Pacheco, da Corregedoria da Polícia Civil.

Após o encerramento do inquérito, no mês passado, Cavinato foi indiciado por tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico.