09 de julho de 2026
Bairros

Sebes cadastra famílias de baixa renda

Ieda Rodrigues (Colaborou Luciana La Fortezza)
| Tempo de leitura: 3 min

Todas as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 120,00) podem cadastrar-se para solicitar seis programas sociais do governo federal: Bolsa-Alimentação, Bolsa-Escola, Erradicação do Trabalho Infantil, Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano, Auxílio-Gás e Fome Zero. A Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) está fazendo o cadastro que, a partir de agora, passa a ser único, em creches, regionais administrativas e programais sociais existentes na cidade.

Os interessados devem procurar o posto de inscrição mais próximo até o dia 31 de dezembro. Darlene Martin Tendolo, titular da Sebes, conta que cerca de 2,5 mil famílias já são beneficiadas por um ou mais programas sociais do governo federal em Bauru, mas estima que o número de necessitados é muito maior.

“Acreditamos que existam mais 16 mil famílias em Bauru que ganham até meio salário mínimo e portanto podem fazer o cadastro único”, frisa. Ela explica que, ao inscrever-se, a equipe da Sebes verificará a quais benefícios aquela família tem direito de solicitar. A proposta é reunir em um único benefício, chamado de Cartão Cidadão, os seis programas que hoje são oferecidos separadamente.

Porém, Tendolo alerta que não há garantia de que todas famílias cadastrada sejam beneficiadas por um ou mais programas sociais. “Quem cadastrar-se pode ou não ser beneficiado, apesar que o governo federal diz que todos em estado de pobreza têm direito ao Cartão Cidadão”, diz.

Por ter renda inferior a um salário mínimo, Maria Aparecida de Jesus Martins, moradora do Parque Santa Edwirges, pleiteia há pelo menos quatro meses os benefícios prometidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tentei me inscrever nos programas e procurei a Sebes, que cada dia pedia para a gente ir a um lugar diferente para fazer o cadastro. Até agora nada”, critica. Ela está desempregada e tem um filho e por isso quer solicitar o Bolsa-Escola.

Sua vizinha Nilda Cristina Gomes também tem dois filhos na escola, sobrevive com uma renda de R$ 120,00 guardando carros nas ruas, mas também não participa dos programas do governo federal.

“Qualquer auxílio vai me ajudar muito, pelo menos para comprar material escolar. Acho que as pessoas que recebem até um salário mínimo também deveriam ter o direito de participar (dos programas), porque (o salário) não dá para nada se a pessoa tiver que pagar aluguel, água e luz. Só não me cadastrei antes porque ninguém soube me informar onde eu seria atendida”, enfatiza.

A família interessada nos programas sociais precisa comprovar o estado de pobreza. Uma vez beneficiário, o responsável pela família - preferencialmente e mãe - receberá um cartão magnético, o Cartão Cidadão, com o qual poderá sacar o dinheiro nas agências da Caixa Econômica Federal ou em postos autorizados.

Em todo o Brasil, a meta do governo federal é atingir 9,3 milhões de famílias com renda de até meio salário mínimo por mês. O programa de menor valor é o Auxílio-Gás, que paga R$ 7,50 por família bimestralmente, e o de maior é o destinado a adolescentes carentes de 15 a 17 anos, que paga R$ 65,00 por mês.

A Sebes já vinha fazendo o cadastramento no Plantão de Atendimento Social, mas como a demanda de interessados é grande, ampliou a outros pontos. No Plantão Social, cerca de 220 pessoas estão pré-cadastradas e agora devem apresentar à assistente social da Sebes os documentos pedidos.

Na Regional Administrativa Mary Dota, outro local de cadastro, aproximadamente 70 pessoas estão agendadas para apresentar documentos. Em média, em cada local de cadastro, de seis a dez pessoas são atendidas por dia pela assistente social.