08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Prefeitura - o real e o artificial


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Alguém já disse “a tudo na vida cabem sempre uma visão realista e uma visão artificialista”. De fato. Durante o curto governo de Dudu Ranieri (PFL) à frente do Executivo municipal, à medida que este se inteirava da real situação das finanças públicas municipais ao perceber a caótica situação da mesma, escancarou e rasgou o verbo a respeito do real endividamento (despesa maior que receita) financeiro da prefeitura, e esta ao que tudo indica era sua visão realista e objetiva dos fatos. Nesse mesmo momento, em entrevista ao JC o atual (até quando??) prefeito Nilson Costa (PTB) dizia ser um exagero do Dudu tais considerações e que de acordo com sua visão romântica e subjetiva dos fatos, a dívida da prefeitura, segundo suas próprias palavras, seria uma “dívida artificial”.

Diferenças políticas à parte, como pode visões tão diferentes a respeito do mesmo dado econômico-financeiro? Cabe isso? Fato é que agora uma comissão criada pelo Dudu Ranieri fez um levantamento contábil-financeiro da prefeitura e chegou-se à conclusão de que realmente “o cobertor é mais curto que o corpo”. Diante de tais fatos e ainda que mal se pergunte, como pôde a Prefeitura Municipal de Bauru chegar a esse ponto? Até quando os contribuintes bauruenses pagarão por isso? A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) existe pra quê? Ainda bem que o setor privado de Bauru é pujante e cresce e desenvolve por suas próprias forças, independentemente das mazelas públicas.

Aurélio da Silva Braga - RG 12.912.493