10 de julho de 2026
Bairros

Leishmaniose humana soma dez casos

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretária Municipal da Saúde, confirmou ontem o 10º caso de leishmaniose visceral humana em Bauru. A vítima tem 47 anos e mora no Jardim América. O número de cães com a doença (23) não se alterou, mas estão sendo aguardados os resultados dos exames de cerca de 500 animais. As análises estão sendo feitas pelo Instituto Adolfo Lutz.

O caso confirmado ontem é o terceiro em adultos no município e o primeiro desde o dia 17 de outubro, quando a nona vítima foi diagnosticada na região da Vila Filomena.

O coordenador do Núcleo de Controle de Vetores (NCV), órgão do DSC, Flávio Tadeu Salvador, afirma que já direcionou os agentes de controle para o Jardim América. “A partir da detecção desse caso, desencadeamos todas as ações automaticamente. A parte ambiental foi iniciada”, revela.

Segundo ele, um trabalho de acompanhamento também tem sido desenvolvido nos bairros onde foram registrados os casos anteriores. “Continuamos visitando uma vez por mês todas as casas dessas regiões”, afirma.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal, foram emitidos pela Secretaria Municipal de Planejamento cerca de 1,2 mil autos de infração contra proprietários de terrenos baldios, com prazo de 20 dias para regularização. O objetivo é fazer com que esses locais sejam limpos, evitando a proliferação do mosquito palha, transmissor da doença.

Exames

O chefe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão do DSC, José Rodrigues Gonçalves Neto, explica que os resultados dos exames realizados em cães demoram, em média, 15 dias. “Quando há dúvida, eles são remetidos a São Paulo para confirmação, o que amplia esse prazo em uma semana. É um exame de execução relativamente simples, mas a interpretação é complicada”, revela.

Segundo ele, o ideal é que a confirmação dos casos fosse a mais rápida possível. “A agilidade do resultado do exame facilita no controle da doença. Quanto antes soubermos, antes poderemos sacrificar esses animais que derem positivo”, diz.

Gonçalves Neto afirma que o índice de casos confirmados entre os animais com suspeita de leishmaniose está abaixo de 10%. “De cada cem animais testados, você tem por volta de oito com a doença”, calcula.

Ele acredita que o número de cães esperando a divulgação do exame deve continuar alto nas próximas semanas. “A coleta não pára e nas regiões da cidade em que estamos trabalhando a quantidade de animais é muito grande. Estaremos recebendo o resultados de exames, mas encaminhando outros para análise”, declara.

O secretário municipal da Saúde, Hanna Georges Saab, afirma que, no caso de humanos, essa fila de espera não existe. “Quando o paciente acusa a doença, é de imediato. Ele começa a ter febre, cansaço e outros sintomas. Em dois dias, já há o diagnóstico e é inciado o tratamento”, afirma.