O promotor criminal João Henrique Ferreira denunciou José Ferreira da Silva pela tentativa de homicídio sofrida por uma menina de 11 anos, em junho do ano passado em Bauru. A garota, que foi violentamente espancada dentro do seu quarto, em uma casa no Tangarás, e sofreu traumatismo craniano, reconheceu Silva como uma das duas pessoas que a agrediram através de fotos apresentadas pela polícia.
A denúncia foi encaminhada ao juiz, que decidirá se pede ou não a prisão preventiva de Silva, que na época morava no Tangarás e era conhecido da família da menina. O segundo agressor ainda não foi identificado e nem esclarecido o motivo da tentativa de homicídio.
Como a perícia feita na casa verificou que a grade da janela da sala havia sido entortada, a suspeita é que os agressores tenham entrado por esse local. A polícia também achou marcas na parede, que seriam dos agressores.
A garota, que ficou internada em coma por vários dias, voltou à rotina, mas com freqüência reclama de dor de cabeça, que a mãe dela acredita ser seqüela da agressão. “Ela perdeu o ano na escola e não temos mais uma vida normal. Coloquei grades na casa inteira e meus filhos - a garota e o irmão dela - ficam trancados o tempo todo, nem brincam na rua porque a gente tem medo”, diz a mãe.
Após sair da UTI, a menina contou à polícia que acordou de madrugada com o barulho de pessoas saindo debaixo de sua cama. Ela relatou que uma delas a segurou enquanto a outra passou a golpeá-la com um pedaço de pau. A menina não lembra-se de mais nada.
Ela foi achada gravemente ferida deitada na cama, que estava suja de sangue, fezes e vômito, pela mãe dela no dia seguinte. Exames realizados não constataram violência sexual. A mãe relatou à polícia que no dia anterior havia saído de sua casa com a menina e o outro filho e ido a um bar do bairro onde estava Silva, entre outros amigos.
Por volta das 1h, mãe e filha seguiram para uma quermesse enquanto o menino foi dormir na casa de conhecidos. A mulher relatou que voltou da quermesse por volta das 3h e que sua filha foi para o quarto, como de costume, enquanto ela e o namorado foram para outro cômodo da casa.
A casa foi trancada e a mulher relatou que não ouviu nenhum barulho e não percebeu nada estranho até achar sua filha gravemente ferida no dia seguinte. Ainda revoltada, a mãe pede Justiça. “Foi uma barbaridade que fizeram com minha filha”, diz ela, que não encontra motivo para a agressão. “Ele (Silva), até então, era amigo da família”, diz.