11 de julho de 2026
Regional

Entidades filantrópicas fazem ato público em Jaú

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Hospitais filantrópicos de Jaú e representantes de saúde da região participaram ontem pela manhã de um ato público reivindicando aumento no repasse de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS).

O protesto contou com a presença de administradores da Santa Casa de Jaú e dos hospitais Amaral Carvalho (HAC), Tereza Perlatti e São Judas Tadeu.

Durante a manifestação, faixas pretas foram afixadas nos prédios dos hospitais com os dizeres: “Filantrópicos: viver ou morrer”. Com tarjas pretas nos braços, funcionários dos hospitais permaneceram em frente ao prédio, em protesto, por alguns minutos.

Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa de Jaú, o ato público de ontem fez parte de uma mobilização organizada no Estado pela Federação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado de São Paulo (Fesehf) e o sindicato da categoria.

Entre as reivindicações apresentadas pelas entidades estão o aumento de verbas para o setor da saúde; reajustes nos valores pagos pelo SUS por procedimentos hospitalares; aumento dos tetos para internações e atendimentos ambulatoriais; e abertura de linhas de crédito para as instituições.

Defasagem

Segundo dados da Fesehf, o orçamento da saúde na assistência ambulatorial e de internação em 1998 era de R$ 8,5 bilhões. Em 2002, esse valor passou para R$ 12 bilhões, representando um aumento de 45%. Entretanto, alerta a Fesehf, nesse mesmo período a Fundação de Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) registrou uma inflação superior a 180% na área da saúde.

“O reflexo dessa defasagem levou as nossas instituições a uma grave e crônica crise financeira. Não há quem possa moralmente defender esta atual defasagem entre os custos decorrentes dos procedimentos realizados na rede hospitalar e os valores pagos pelas tabelas do SUS, acarretando o descredenciamento de 800 hospitais no últimos anos”, afirma a entidade.

Diante da crise, segundo a Fesehf, hospitais chegaram a reduzir seu quadro de funcionários e estariam diminuindo o número de atendimentos por falta de condições de trabalho e atraso de pagamentos.

De acordo com levantamento feito pela Confederação das Santas Casas, a dívida dos hospitais filantrópicos no Brasil junto aos fornecedores, Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e Caixa Econômica Federal, chegaria a mais de R$ 1,3 bilhão.

Em ofício distribuído durante o protesto, a federação afirma que a não resolução dos problemas até dezembro de 2003 acarretará no comprometimento do atendimento à população.