Com o fim da Grand Expo Bauru 2003 chegando, o clima do Recinto Mello Moraes é de saudosismo. Andando pela extensão da feira, apesar da grande quantidade de pessoas circulando, é possível assistir à saída dos animais, que deixam para trás, mais do que a baia vazia, o sentimento de nostalgia.
"A feira foi ótima", avalia o tratador bovino da Fazenda Corona, Antero de Souza Fernandes. Ele gostou da edição deste ano e disse que vai deixar saudade. "Tinha uma média de cinco mulher por homem... É uma pena que não dá para levar embora", brinca o tratador de Porto Feliz. Detalhe: ele é casado.
A vida de funcionários de fazendas que participam de exposições é sempre desse jeito, nômade. "No começo a gente estranha, mas depois acostuma", expõe o também tratador da Fazenda Corona, Adriano Araújo Almeida, há 16 anos viajando e participando de feiras. "É uma média de dez feiras por ano. Cada uma que acaba dá saudade, é gostoso."
Entre os funcionários da Fazenda Brangus da Poruína, que cria ovinos, a sensação é um pouco diferente. "Foi muito cansativo. No final a gente quer é ir embora", diz Celestino Freitas. Mas admite: "Dá saudade, sim. No ano que vem tem mais." Alcides Ferreira de Almeida, colega de Freitas, gostou da Expo deste ano: "Foi muito boa por ser a primeira de ovinos".
Na verdade, essa é a segunda edição da exposição que conta com ovinos, mas a deste ano em maior número e importância. Pelo clima reinante no recinto — um misto de tristeza, alegria e saudade, típico de despedidas —, a faixa "Bem-vindo ao Espaço Ovinos", colocada para delimitar a área em que os animais estavam expostos, deveria ser modificada. "Volte sempre ao Espaço Ovinos" é uma boa sugestão.