O homem é o maior predador da natureza e dela depende a sobrevivência das próximas gerações. Ao destruir uma árvore, o ser humano desencadeia uma série de depredações. A preservação do meio ambiente é responsabilidade de todos aqueles que querem manter a vida. As queimadas da palha de cana-de-açúcar, a raspa de couro e o mau uso do solo são alguns dos problemas detectados em nossa região contra o meio ambiente.
Na região de Jaú, a população sofre com as queimadas. Elas produzem os chamados “carvõezinhos” que, além de provocarem doenças respiratórias, suja roupas e quintais. As queimadas também são responsáveis pelo alto consumo de água nas residências.
Na cidade de Bocaina, o cromo da raspa de couro é o responsável pela poluição do solo e da água. A longo prazo, ele poderá causar doenças aos trabalhadores da indústria de luvas.
Na região de Agudos e Lençóis Paulista, a má conservação do solo está prejudicando os córregos e rios que recebem a água desses afluentes.
De acordo com o gerente regional da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb), Rogério Chini, um dos principais problemas da região ainda é o lançamento do esgoto in natura nos córregos e rios. “Embora não haja nenhuma área crítica, este problema é o que mais persiste quando se fala em poluição da água.”
Já a poluição do ar, para ele, é sazonal. “A queima da palha de cana causa poluição, mas ocorre no período da safra. Em relação à emissão de gases das usinas, a maioria delas, especialmente aquelas que estão próximas à área urbana, já se adequaram ou estão se adequando.”
A poluição provocada pela raspa de couro em Bocaina atingiu um patamar menor, segundo Chini. “Foram retiradas cerca de sete mil toneladas de resíduos. As empresas estão se adequando.”
As indústrias que ainda continuam jogando resíduos em áreas agrícolas devem ser denunciadas, na opinião dele. “A população pode e deve denunciar quem insiste em jogar resíduos da raspa de couro em áreas agrícolas. Para isso, basta ligar para Bauru, telefone 3203-2058. Nós garantimos o sigilo do nome do denunciante.”