10 de julho de 2026
Cultura

Festival de taikô reúne 1.500 pessoas

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 1.500 pessoas prestigiaram ontem o 1º Festival Regional de Wadaiko, no Clube Cultural Nipo-Brasileiro de Bauru. O wadaiko é um dos estilos do taikô, arte milenar do folclore japonês praticada com instrumentos de percussão.

O festival foi criado com o objetivo de divulgar a cultura japonesa depois que o clube abriu em maio deste ano um curso de taikô. Ontem, dois grupos de Bauru se apresentaram ao lado de cinco representantes de outras cidades paulistas. O evento começou às 10h e terminou as 18h.

Segundo Futaro Sato, diretor-presidente do Nipo, existem apenas 50 grupos de taikô no Brasil e o festival tem como meta estimular clubes nipo-brasileiros de outras cidades também a divulgar a arte. Por isso foram convidados representantes de várias entidades de outras regiões do Estado.

“Queremos atingir principalmente as crianças e os jovens para que a cultura do taikô chegue às novas gerações”, explica Sato. Em Bauru, os grupos têm integrantes que não são descendentes de japoneses. “Não fazemos restrições à pessoas de outras origens, o importante é que elas aprendam a arte. Queremos que aconteça como no Bon-Odori, que tem várias participantes loiras e morenas”, diz o presidente do clube.

Sincronismo impressiona

Mais do que simples percussão, o taikô é um exercício de sincronismo de seus praticantes, que realizam uma espécie de coreografia enquanto tocam os enormes tambores de madeira e couro. Quem esteve presente ao festival, que também ofereceu comidas típicas japonesas, gostou do que viu. “As apresentações são muito legais e é importante que exista um festival para que as pessoas conheçam o taikô”, diz o comerciante Kenji Osajima, que, devido à sua descendência, já conhecia a arte.

Para os que não têm origem oriental o que mais impressiona na performance dos músicos é o sincronismo. “Eles tem uma força e uma sincronia perfeita. É muito bonito”, avalia a professora de dança Maria Eugênia Zeca, que assistiu pela primeira vez uma exibição de taikô.

O procurador de Justiça Nicanor Álvares Junior, que já havia visto grupos em São Paulo, elogia a qualidade do evento. “Os grupos são excelentes, superaram as minhas expectativas. Eles são muito sincronizados, além da coreografia e da indumentária serem muito bonitas”, diz.