• Ilegalidade
O consultor jurídico da Câmara de Bauru, Conrado Segalla, deu parecer pela ilegalidade do pedido de instalação de mais uma Comissão Processante (CP) para o prefeito Nilson Costa (PTB). Ele acompanhou parecer do relator do processo, vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), que considerou que a solicitação está fora do prazo legal de 90 dias para a sua reapresentação, já arquivada recentemente pelo Poder Legislativo.
• Na próxima
A discussão e votação do processo não se deu na sessão legislativa de ontem. Ele seguirá, agora, para o vereador Toninho Garmes (PSDB), para a redação de um voto em separado. Se não houver surpresa, o assunto retornará à pauta do Legislativo na sessão da próxima semana. Não se verifica clima, neste momento, para aprovação de mais uma Comissão Processante.
• Trombada
É visivelmente cada vez mais desgastada a relação do vereador Toninho Garmes com o presidente do Legislativo, Renato Purini (PMDB). Durante a sessão de ontem, os dois bateram de frente por causa do pedido de CP para Nilson Costa (PTB). O tucano deu a entender que havia uma manobra política para votar o pedido sem a manifestação do seu voto em separado sobre o assunto. Ele é membro da Comissão de Justiça, Redação e Legislação.
• "Sem mágoas"
Assim se posicionou o vereador José Humberto Santana (PTB), na tribuna livre da Câmara Municipal, na sessão legislativa de ontem, a primeira que ele participa depois de retomar a função de parlamentar. Santana teve seu mandato cassado em maio deste ano. O vereador dá sinais de que pretende esquecer o passado e começar uma nova fase em sua carreira política.
• Responsabilidade
Para o vereador João Parreira (PSDB), o prefeito Nilson Costa não pode ser acusado sozinho de ser o artífice da dívida da prefeitura com a Funprev. “A direção da Funprev também é responsável por essa situação porque tem aceitado pacificamente o calote”, alfineta. Na opinião dele, o comando da fundação poderia, por exemplo, pedir uma Comissão Processante (CP) para Nilson.
• Esbravejando
A bancada de vereadores que apóia o prefeito Nilson Costa (PTB) continua oscilante. O vereador Paulo Agustinho (PPS) não mediu palavras ao cobrar a administração municipal da tribuna da Câmara sobre um pedido seu que até agora não foi atendido. “O que eu pedi é muito pouco”, esbravejou. Agustinho pede asfalto para algumas ruas da Vila Independência, seu reduto eleitoral.
• Cachimbo da paz
O imbroglio pela disputa de verbas envolvendo o Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, e a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) parece ter chegado ao fim, ontem. O diretor-superintendente do Amaral Carvalho, Antonio Luís Navarro, usou a tribuna livre da Câmara para garantir que não há “briga” e nem “disputa”.
• Coincidência
Disse que a inauguração do novo setor de oncologia do Hospital Manoel de Abreu, da AHB, apenas coincidiu com o corte de verbas do Amaral Carvalho. O discurso de Navarro foi acompanhado de perto pelo presidente da AHB, José Cardoso Neto. Ele gostou do que ouviu. “A hora é de união”, resumiu o bauruense.