A Grand Expo Bauru 2003 encerrou as atividades no domingo com um volume total de negócios estimado em R$ 4,8 milhões. Durante os 11 dias do evento, realizado no Recinto Mello Moraes, cerca de 200 fazendas e pecuaristas participaram de oito leilões, envolvendo bovinos, eqüinos e ovinos.
De acordo com o presidente da Associação Rural do Centro-Oeste (Arco) - organizadora do evento-, Orlando Lamônica Júnior, o volume de negócios de 2003 chega a ser 45% maior do que o registrado no ano passado. Para ele, o crescimento é muito significativo. “Os maiores leilões do País já foram feitos durante o ano. Desse ponto de vista, os números finais (de Bauru) são bastante interessantes”, diz. Desse total, pouco mais de 1% é revertido para a Arco.
Entre os leilões, o que teve maior retorno foi o Nelore CEN Limites, com faturamento da ordem de R$ 600 mil. Naquele dia (5 de novembro), foram vendidos 26 touros nelore, 34 fêmeas PO, três prenhezes nelore e 127 fêmeas LA.
Segundo Lamônica, o ponto principal para a organização da Expo foi a credibilidade junto aos expositores e compradores, vindos de todo o País. “Ganhar em Bauru é um ‘ponto de referência’ para o animal”, afirma. E acrescenta: “Acho que nós conseguimos, definitivamente, ter uma posição bem clara do que a gente pode realizar, o que pode aumentar”.
De acordo com o presidente da Arco, o público da feira aumentou 20% neste ano em relação à edição anterior. Passaram pela Expo em 2003 cerca de 160 mil pessoas, das quais 5.700 eram credenciadas e mais de 1.000 faziam parte do corpo operacional. Em público pagante, foram 48 mil pessoas, contra 40 mil em 2002.
Para Lamônica, porém, há pontos que precisam ser corrigidos para a edição de 2004. Um deles se refere à ausência de comércio ligado ao setor agrícola, como maquinário e tratores. “Nós tivemos fora da feira uma série de parceiros que estiveram conosco em outros anos e precisamos retomar essas conversações”, afirma.
Lamônica também voltou a citar a necessidade de ocupar o Recinto Mello Moraes com outros eventos no decorrer do ano - já se cogita realizar uma feira agropecuária no meio do ano que vem. “Nós precisamos de mais atividade no recinto durante o ano”, ressalta.
____________________
Calmaria
A Polícia Militar (PM) registrou apenas cinco ocorrências na área interna e externa do Recinto Mello Moraes durante os 11 dias da 30ª Grand Expo, considerados os mais calmos desde que a exposição foi retomada na década de 60.
O caso mais grave ocorrido neste ano foi uma agressão (lesão corporal) leve decorrente de um desentendimento, segundo informa o comandante da 3ª Companhia da PM, capitão Welligton Luiz Venezian.
“Foi o ano mais calmo e a tendência é que continue assim, porque a população está se portando melhor e o policiamento foi ostensivo”, ressalta o comandante.
Nos dias de maior público, 130 policiais estiveram de serviço dentro e fora do recinto. Durante o dia, a ronda contou com 40 homens. O efetivo registrou três casos de desordem - sendo que um resultou na agressão - e realizou duas averiguações de pessoas suspeitas.
“Só a lesão corporal foi registrada pela Polícia Civil”, ressalta Venezian. Ainda segundo ele, nos três anos anteriores (2000 a 2002), a única ocorrência grave registrada pela PM foi um furto de veículo ocorrido a cinco quadras da feira.
“As pessoas já adotaram procedimentos de segurança, como parar o veículo dentro de estacionamento particular e não deixar bolsas expostas no carro”, cita o capitão.
Ele ainda destaca algumas iniciativas da Associação Rural do Centro-Oeste (Arco), organizadora da feira, que contribuíram para a tranqüilidade dos usuários, como a construção de muros de alvenaria e a plantação de cerca viva no entorno do recinto, além da reserva de uma área privativa para o estacionamento de caminhões utilizados no transporte de animais. (Luciana La Fortezza)