11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Penhor de jóias na CEF está mais barato

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Desde anteontem, está mais simples e barato penhorar jóias na Caixa Econômica Federal (CEF), já que a instituição reduziu as taxas de seguro que são embutidas na avaliação dos bens - o que, por sua vez, diminui os custos finais da operação. O penhor sempre foi considerada uma modalidade de crédito mais em conta para quem se vê diante da necessidade de pedir um empréstimo, mas não pode arcar com os juros altos do financiamento pessoal e cheque especial.

De acordo com o gerente do Escritório de Negócios (EN) da Caixa em Bauru Olair Ribeiro Filho, as duas taxas de seguro - global e de vida - foram reduzidas nas operações de penhor. Segundo ele, a expectativa é de que a mudança atraia mais pessoas, mas não foi feita nenhuma estimativa em relação a isso.

Há dois tipos de seguro que são incluídos na avaliação das jóias: o global, que garante ressarcimento em casos de problemas com o bem penhorado, e o seguro de vida.

“Antes, o valor do seguro do bem era determinado por um percentual aplicado sobre o valor de avaliação da peça. Agora, é de apenas R$ 1,00. Vamos supor que eu tenho uma avaliação de R$ 1.000,00 para ser paga em 28 dias. Antes, o seguro global seria de R$ 8,76. Agora, é de R$ 1,00. O seguro de vida era calculado de acordo com o valor a ser emprestado, o que também mudou”, observa.

A Caixa empresta, no máximo, 80% do valor do bem, e essa quantia não pode ultrapassar R$ 15 mil. No ato de contratação do penhor, é preciso pagar a taxa de concessão de empréstimo, de R$ 3,00. A taxa de juros cobrada na operação varia de acordo com o valor emprestado. Se for inferior a R$ 300,00, é de 2,57% ao mês. Acima disso, de 3,22% mensais.

De acordo com Ribeiro Filho, o financiamento pode ser pago em 28, 56 ou 84 dias e o cliente pode renovar o contrato quantas vezes quiser. “Mas sempre que fizer isso, precisará pagar novamente os juros pré-fixados, a taxa dos seguros e a tarifa de renovação, que é de R$ 3,00.”

Em mais um exemplo citado pelo gerente de negócios da CEF em Bauru, se uma pessoa leva à Caixa uma jóia avaliada em R$ 1.000,00, ela só poderá pegar um empréstimo de até R$ 800,00. Se esse cliente decidir quitar em 28 dias, terá que pagar R$ 25,76 de juros (3,22% dos R$ 800,00), mais R$ 1,00 pelos seguros. Portanto, sairá da agência levando R$ 773,24.

Até a semana passada, antes da redução das taxas de seguro, esse hipotético cliente pagaria R$ 5,10 pelo seguro da peça e R$ 0,40 pelo seguro de vida. Desta forma, levaria para casa um valor total de R$ 768,74.

Segundo Ribeiro Filho, o valor emprestado é entregue na hora, em dinheiro. No caso de somas muito altas, contrata-se a operação em cheque administrativo, que pode ser sacado em qualquer agência da Caixa. Quem possui conta corrente no banco também pode optar por receber o valor através de um depósito direto na conta.

• Serviço

Em Bauru, a única agência da CEF que oferece penhor de jóias é a da rua Gustavo Maciel, 7-33. É preciso levar RG, CPF e comprovante de residência.

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Juros

De acordo com dados da última pesquisa feita pela Caixa Econômica Federal (CEF) em âmbito nacional, do total de pessoas que utilizam o serviço de penhor de jóias do banco, 74% são mulheres. Mais da metade está na faixa entre 30 e 50 anos de idade.

Por se tratar de uma operação de crédito mais em conta, a procura pelo penhor de jóias é sempre alta. A pesquisa mensal de juros feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que, em outubro, os juros mensais do empréstimo pessoal concedido pelos bancos ficou em 6,15%. Nas financeiras, um empréstimo desse tipo tem taxa mensal de 13,08% em média.