O Noroeste inaugura hoje à noite, as novas dependências de sua administração. A nova sede, ampla e moderna, fica no setor dos vestiários, local que era destinado ao futebol amador.
Nas dependências estão a sala do presidente do Noroeste, empresário Damião Garcia, do gerente de futebol, Celso Zinsly, secretaria geral e departamento financeiro, além da telefonista.
Com o slogan “Novo Tempo... Nova Realidade”, criado por Celso Zinsly, Damião Garcia não pára por aqui. Muito pelo contrário. Depois de inaugurar a Casa do Atleta para os juniores e juvenis, no dia 6 de setembro, quando o Noroeste completou 93 anos de existência, o presidente do clube agora está construindo o alojamento dos profissionais - onde estavam os campos de malha e bocha - para cerca de 60 atletas.
O gramado está sendo reformado e Celso Zinsly diz que será um belo tapete verde para ser utilizado a partir da Copa São Paulo de Futebol Júnior, que começará no início de janeiro. Bauru voltará ser sub-sede. As obras em várias parte do grande complexo do Estádio Alfredo de Castilho estão em andamento há quase três semanas, a todo o vapor.
O Noroeste está comemorando neste mês de novembro, dois dos seus grandes títulos de sua história. Em 1943, há 60 anos, portanto, sagrou-se campeão do Interior, na época do amadorismo romântico e marrom. A Lei do Acesso entrou em vigor em 1948, quando foi criada a Segunda Divisão de Profissionais.
Nas semifinais, os noroestinos golearam os taubateanos por 4 a 0, em Bauru. Como havia perdido para o Taubaté por 2 a 1, no jogo de ida, no Vale do Paraíba, o Noroeste foi beneficiado pelo saldo de gols e classificou-se para decidir o título com o Guarani, em duas partidas, no Pacaembu. Na primeira, 1 a 0 para o Noroeste, gol de Fontes. No segundo jogo, empate de 0 a 0, resultado que deu o título aos bauruenses.
O time: Amélio; Xandu e Irineu; Chocolate, Sérgio e Balbino; Lamônica, Crisanto, Adofrizes, Cirilo e Fontes. Técnico: Euclides Paixão. O presidente do clube era Waldemar de Almeida Vale e Silva.
Dez anos depois, o Noroeste deu outra grande alegria aos desportistas da cidade, ao conquistar outro título do Interior, mas desta vez no regime profissional. Na longa e árdua caminhada da Segunda Divisão, o Noroeste foi sempre o melhor time. Classificado para o hexagonal decisivo, passou pelo Paulista de Jundiaí, América, Ferroviária, Bragantino e Marília.
O Noroeste assegurou o título com duas rodadas antecipadas, ao bater o Marília por 2 a 0, gols de Zeola, no velho Estádio Alfredo de Castilho, onde hoje está localizado o Sesi.
O time campeão há 50 anos era esse: Sidnei; Oswaldo e Vila; Nélson Faria, Mingão e Amaro; Colombo, Zeola, Brotero, Ranulfo e Luiz Marini. Técnico, Pepino, que morreu num domingo pela manhã, no estádio, poucas horas antes do jogo contra o Bragantino, pelo primeiro turno do hexagonal final. O presidente era Gabino de Souza.