09 de julho de 2026
Articulistas

Pode ser que me engane, mas desta vez...


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Desde a posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já visitou vários países. Inicialmente, visitou os Estados Unidos, Europa. Recentemente, foi a cinco países da África. Foi bem recebido, embora o presidente nunca deixasse de revelar suas próprias mazelas vividas na pobreza nordestina, deixando-a definitivamente para trás, após a mudança da família para o centro-sul do Brasil.

É bem verdade que, a exemplo dos anteriores presidentes brasileiros recém-empossados, os mais próximos, a maioria deles, em geral, não teria deixado de aproveitar da oportunidade para espairecer os respectivos cansaços eleitorais em terras alheias. Tal como nos Estados Unidos, Europa (Inglaterra, Alemanha, França, Espanha, Itália e etc). Assim, além do mais, há custos de praxe que surgem inesperadamente, visando o aproveitamento de uma esticada a outro país administrado por antigos políticos e de outrora (os colegas de partidarismo de esquerda), tal como a recente visita do presidente Lula a Cuba e ao velho amigo Fidel Castro. Em Fidel reside o único presidente das três américas que formam o Cone Sul. Este, em 1959, se aboletou à presidência do seu país (após depor o então presidente Fulgêncio Batista), tomando ditatorialmente o poder que se mantém por mais de 42 anos. Fidel, há algum tempo (teria afirmado, de boa vontade), que em face da sua avançada idade deixaria a presidência, colocando em seu lugar o irmão mais novo, com dois anos menos do que ele. Como jamais se manifestou, supomos anulação, quem sabe se até...

Em assim sendo e levando em consideração acontecimentos já manifestados pelo presidente Lula, acompanhado da presença de sua respectiva esposa, felizmente ambos foram bem recebidos no decorrer das suas primeiras viagens do casal. Ao ensejo da necessária presença ao mundo comercial em que Lula compareceu buscou dispor e receber excelentes manifestações, porém, não deixando de lado as suas necessárias manifestações de sob escritos, evitando tropeços nos esclarecimentos públicos às clientelas.

Ultimamente, porém, na oportuna e última viagem recém-realizada em uma semana na África, o presidente Lula extrapolara no uso dos seus retalhos de improvisos, chegando a expor suas facilidades de esticar-se cada vez mais inebriando-se nos improvisos. Com seu “despojamento”, o presidente Lula produziu para si “instantes de enorme carisma e empatia com seus interlocutores. Noutros momentos, deixou transparecer ingenuidade intelectual e imprudência” - (segundo afirma a Agência Estado).

A bem da verdade, os improvisos de Lula - pelo sim ou por não - de certa forma se mostram um notável valorizador de quebrar galhos, no instante que em várias oportunidades tropeçara em certas “formulações”, apelava à improvisação. Foi assim que o presidente Lula, em Maputo, “cativou” um público com cerca de 300 intelectuais executivos. Mais adiante, manifestando-se sobre problemas de vida e cansaço, disse: (ipsis literis), “Eu tenho um problema que, se começo a falar de improviso, não páro, eu me emociono”, confessou Lula”. (Senhor Lula, agora vamos economizar?) -Fico por aqui.

O autor, José Almodova, é professor/mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp-Bauru, jornalista e colaborador do JC - e-mail: almodova@ig.com.br.