10 de julho de 2026
Polícia

Pedreiro pega pena máxima por dois estupros

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O juiz da 3ª Vara Criminal do Fórum de Bauru, João Augusto Garcia, condenou o pedreiro Claudemir Cândido Correia a 30 anos de reclusão pelo estupro de duas estudantes, praticado em janeiro deste ano no Núcleo Gasparini. Ele pegou pena máxima devido à combinação de vários artigos do Código Penal, conforme consta no processo.

O pedreiro, que tem outra condenação por estupro, cumprirá a pena em regime fechado, pois estupro é considerado crime hediondo. Ele está preso desde janeiro.

Após ser detido pela Delegacia de Investigações da Mulher (DDM), Claudemir foi reconhecido pelas duas estudantes e por outra vítima, que também foi abordada no Gasparini. Uma quarta mulher, que sofreu tentativa de estupro, o reconheceu três meses depois, conforme publicou o JC na época.

As duas estudantes foram estupradas quando voltam para casa à noite, em um matagal às margens da rodovia SP-300, próximo ao viaduto do Núcleo Gasparini. Ele ameaçou as duas com um revólver de brinquedo e as obrigou a fazer sexo oral. Em seguida, manteve relação sexual com ambas, sob ameaça de morte.

Posteriormente, o pedreiro fugiu numa bicicleta preta, mas foi localizado pela polícia em Avaí, para onde tinha se mudado. Ele foi conduzido a Bauru para prestar depoimento, confessou os estupros e disse estar arrependido. Porém, ao juiz, Claudemir negou que houve penetração.

Por essa razão, a procuradora Nilvana Busnardo Salomão, que foi indicada pelo Estado para fazer a defesa de Claudemir, pediu ao juiz que ele fosse absolvido ou que fosse condenado por apenas um crime (com duas vítimas), conforme consta no processo.

Ao embasar seu pedido, Nilvana colocou em dúvida o reconhecimento das estudantes, que primeiramente alegaram não ter visto o rosto do estuprador.

Porém, a decisão do juiz não foi favorável ao réu que, assim como pediu o 7º Promotor de Justiça de Bauru, João Henrique Ferreira, sentenciou pena máxima de 30 anos.

Após o julgamento, realizado na semana passada, o pedreiro voltou ao Centro de Detenção Provisória (CDP), para onde foi transferido da Cadeia Pública de Reginópolis em julho. Ele permanecerá no local até conseguir vaga nas penitenciárias do Estado de São Paulo.