• Palácio nervoso
O Gabinete da Prefeitura de Bauru reuniu às pressas ontem assessores e um grupo de vereadores para tentar minimizar os efeitos negativos das medidas fiscais que visam aumentar a arrecadação. O governo Nilson insiste em não enxergar que a sociedade exige planejamento de tarefas e direção para o governo. E essa premissa inclui discutir abertamente iniciativas como estas.
• Reações esperadas
Tão equivocado politicamente quanto assinar propostas que resultam em aumentos de receita sem explicar direito à cidade é ignorar que parte do esforço pela governabilidade veio do setor produtivo, o mesmo que anuncia estar indo ao Judiciário para questionar a criação da taxa de esgoto para poço artesiano.
• Imposto reajustado
O secretário de Finanças, Raul Duarte Neto, tentou dizer que a nova lei do ISS não aumentará tributos. A afirmação cai por terra quando se verificam alterações de valores fixos cobrados por trimestre, desmembramento de atividades para ampliar o alcance das cobranças e a revogação do teto de 3% de alíquota em vigência. Isso vem acompanhado da taxação de 5% para atividades ainda não-tributadas.
• Ausência injustificada
Não pegou bem a ausência total de representantes da administração municipal na audiência pública realizada ontem na Câmara para discutir o orçamento de 2004. A Secretaria de Finanças não enviou nenhum técnico para explicar a peça orçamentária. Provavelmente, a intenção era não expor a administração após a bomba do pacote fiscal.
• Pacote fulminante
Quinze minutos após o início da audiência, o vereador Toninho Garmes (PSDB) passou mal e precisou ser socorrido por colegas. Sua pressão arterial baixou. Contam que isso aconteceu logo após ele ler no JC a notícia do pacote fiscal enviado pelo prefeito Nilson Costa (PTB) à Câmara. Batata brincou que o peso do pacote gerou o mal-estar.
• Bagdá e festa junina
Recuperado do susto, Garmes retornou ao plenário, fez alguns questionamentos e logo depois, ao lado de José Clemente Rezende (PDT), João Parreira (PSDB), entre outros, pegou o projeto do pacotão fiscal de Nilson e já começou a traçar estratégias de combate. A sessão da Câmara de segunda-feira será de intensos bombardeios. Bagdá ficará parecendo festa junina perto do que vem por aí nas últimas sessões do ano.
• Presença constante
Quem marcou presença ontem na audiência foi o tucano Caio Coube, virtual candidato a prefeito do PSDB. Além de acompanhar de perto a exposição dos vereadores, Caio pediu a palavra e se arriscou a dar alguns palpites. O tucano começa a se preparar para alçar vôo ao Palácio das Cerejeiras. E pelo visto quer estar bem inteirado sobre a administração municipal.
• Edmundo calado
Quem estava acostumado nos últimos anos a ver o vereador Edmundo Albuquerque (PPS) dando palpites nos orçamentos municipais estanhou seu silêncio durante a audiência de ontem de manhã. O parlamentar praticamente entrou e saiu mudo do plenário. Não deu palpites e até demonstrou um certo desinteresse pela reunião. Dizem que ele não disputará outro mandato.