08 de julho de 2026
Articulistas

Iluminando o agreste


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Um País plenamente iluminado, sem carência de quaisquer tipos de focos luminosos em agreste nenhum! É o que o governo está prometendo, anunciando providências para a eletrificação de todas as regiões ainda desprovidas do melhoramento, localizadas principalmente no amplíssimo Nordeste. Mais de 12 milhões de brasileiros deverão ser beneficiados pelo empreendimento, para o que aplicará a administração nacional cerca de sete bilhões de valiosos reais, sendo no Piauí os primeiros.

Não se pode deixar de cobrir a iniciativa dos mais intensos aplausos, porquanto ninguém no País desconhece a importância da sua adoção, tendente a levar a tão expressivo número de famílias serviços da maior significação social uma vez que, além de iluminar milhões de moradias, submetidas às trevas noturnas desde o descobrimento da nação, oferece-lhes eletricidade para fogões, chuveiros, liquidificadores e demais aparelhos domésticos, aos quais se associa o clareamento noturno das ruas e outros espinhosos caminhos, além de promover o desenvolvimento de atividades econômicas compreendidas pela instalação de moinhos para cereais e outros alimentos. Adotada, portanto, a importante medida, resta ao Brasil inteiro torcer para que a arrancada seja iniciada tão breve quanto possível, a fim de que se torne realidade sem qualquer demora, conforme anseio defendido pela comunidade desde longo tempo, pois que a prioridade precisa ser voltada para aqueles serviços públicos mais carentes de energia elétrica, como postos de saúde e escolas.

“Não temos o direito de ser pequenos diante da magnitude desse projeto, não querendo pensar só em nós e sim na próxima geração campestre do País, necessitada de luz em suas vivendas”, revelou o presidente da República ao assinar a íntegra do projeto, acrescentando que a falta de eletricidade nas zonas rurais “é uma das razões pelas quais os jovens estão abandonando o campo e tomando o rumo das cidades”, onde encontram a seu inteiro dispor o esplendor que não têm em seus berços de nascimento, nos quais não podem sonhar com a exuberância do futuro. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.