10 de julho de 2026
Regional

Do boi, tudo se aproveita em várias indústrias

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

No frigorífico Bertin, o boi é sinônimo de lucro. Dele, tudo se aproveita, explica o gerente de exportação Ásia/América Central/Sul e Caribe, Hudson Carvalho Silveira. “A carne é para consumo humano, pois é fonte de proteína, bem como muitos dos miúdos como estômago (bucho), rim, coração, fígado, cauda, língua etc. São consumidos in natura ou industrializados.”

O sebo bovino é comercializado para a indústria de higiene e limpeza ou para indústrias alimentícias. “O pulmão e orelhas são vendidos para a indústria de alimentos para animais domésticos como gatos e cachorros”, revela o gerente.

A indústria farmacêutica também precisa de partes do boi. A traquéia, a bílis e as cartilagens são usadas pelo segmento. Já os ossos e o sangue são aproveitados para a confecção de ração animal de aves e suínos.

No frigorífico Frigol, o couro do animal é comercializado para a indústria de calçados e bolsas que processa o material para a confecção do produto. Segundo o diretor comercial do frigorífico, Durval Gonzaga de Oliveira, cerca de 70% do couro brasileiro são exportados para a Europa.

As aparas do couro vão para indústria de ração para cachorros, enquanto que o chifre se transforma em fertilizante. Com o sangue e as vísceras do boi é feito o esterco orgânico que sustenta as hortas. “ Somos pioneiros nisso. Comercializamos para as fazendas que cultivam produtos orgânicos”, explica o gerente.

Os pêlos do rabo e da orelha do boi se transformam em pincéis para a indústria de material de construção. Oliveira frisa que os pêlos da orelha são usados em pincéis finos, próprios para pintura artística. Os pêlos do rabo viram pincéis para parede.

Os ossos do animal podem ser transformados em farinha para ração de aves, peixes, suínos ou para o cultivo de flores.