07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Nem com aliados

As reações contra o “pacote fiscal” do ISS elaborado pelo governo de Bauru para buscar receitas visando tapar buracos financeiros estão por toda a parte. E como não poderia deixar de ser, repercutiu na Câmara, ontem à tarde. Ficou claro, até pela reação de aliados, que mais uma vez a prefeitura errou ao não discutir o assunto pelo menos com os vereadores que a apóiam.

• Cidade quer saber

O prefeito, que governa de forma provisória por força de liminar, deveria saber que a sociedade quer discutir seus rumos, ainda mais agora, após tanta crise. Quanto às taxas e tarifas, o histórico da conduta da área de finanças reforça a necessidade de se discutir a criação de novas contas para o contribuinte.

• Vamos ao histórico

Quem não se recorda que a prefeitura cobrava a taxa de sinistros. Mas é só checar os registros oficiais para ver que apenas parte do que era arrecadado ia para o Corpo de Bombeiros. Na União, a CPMF está aí como outro exemplo. Mas o município tem outros exemplos: recolhe valores do servidor e não repassa à Funprev, recolhe da Credserv e não deposita, cria a Funprev e não paga...

• Vencimentos do dia

Por falar em compromissos, o Executivo tem que recolher hoje a fatura de R$ 580 mil para pagar a federalização da dívida. Também venceu ontem a promessa da administração de pagar a dívida referente à previdência do servidor. As parcelas em atraso são das partes do servidor e do governo.

• Ensaio para líder

Tudo indica que o prefeito Nilson Costa poderá ter um líder na Câmara. O vereador Zito Garcia (PPS), na sessão de ontem, ensaiou defender a administração ao rebater uma crítica de Paulo Madureira (PP). Arrumar líderes no Legislativo nunca foi o forte do governo. Nenhum vereador desempenhou este papel, de fato, até hoje.

• Briga transferida

Sem consenso, ficou para a semana que vem o desenlace da composição da cobiçada Comissão de Justiça, Redação e Legislação da Câmara. Edmundo Albuquerque adiantou, ainda ontem, que o PPS reivindicará indicação na comissão.

• Inconformismo

O administrador da Associação Hospitalar de Bauru, José Cardoso Neto, foi a um canal de televisão, ontem, demonstrar todo seu inconformismo com a ampla cobertura do JC sobre a crise do setor de hemodiálise do Hospital de Base, período em que morreram cinco pessoas que faziam o tratamento.

• Interesse público

Senhor Cardoso Neto, se não pretende ver uma cobertura aprofundada e séria sobre fatos altamente negativos e de estrito interesse público como este, é preciso que situações como esta não se repitam. Seu descontentamento em relação à forma como o jornal acompanhou o desenrolar do caso não mudará nossa forma independente e investigativa de atuar.

• Morte não se inventa

Não inventamos “4ª vítima” nenhuma e nem dissemos que as pessoas morreram devido à contaminação da água da hemodiálise. Isso quem poderá dizer é a polícia, que investiga o caso. Mas as famílias que sofreram as perdas de entes queridos no período em que se detectou o problema podem lhe dizer muito melhor do que nós que mortes não se inventam neste jornal.