09 de julho de 2026
Articulistas

Campeonato diferente!


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Reconheça-se que constitui um avanço poderoso da nossa economia a circunstância de sermos considerados agora os maiores produtores e exportadores de carne bovina do mundo. Indiferentes às posições há muito ocupadas no setor por imensas regiões européias, asiáticas, africanas, americanas e oceânicas, os nossos criadores deram espetacular salto sobre a fortaleza da concorrência estrangeira e aí estão goleando em grande estilo, rivalizando em euforia com os patrícios do penta futebolístico, ora em plena evidência. Consequentemente, as amplíssimas pastagens brasileiras, já lotadas por todos os tamanhos e pesos de bovinos, ganharam uma superlotação admirável e, segundo previsões bem aceitáveis, deverão elevá-la ainda mais em futuro imediato. Já esperava a opinião pública por tal progressão desde que começaram a obter estratosféricas altitudes os preços dos produtos afins, o que continua acontecendo como podem atestá-lo os consumidores assíduos dos açougues e supermercados em geral. Pagam hoje os adquirentes cotações que jamais tiveram pela frente para satisfazer seus apetites ou gulodices, levando vantagem, na contrapartida, os numerosos comerciadores locais e internacionais. Ao mesmo tempo, o País tem no enorme avanço uma vantagem que se precisa enaltecer face ao que o lucro representa para sua economia por traduzir uma conquista tão expressiva como a do inesquecível troféu máximo mundial que nossos valentes pebolistas levantaram nos orgulhosos pódios universais. Tudo certo, tudo muito bem, tudo de acordo com os conformes que a vida reserva aos que estão vivos e, logicamente, à mercê de alegrias e tristezas!!! Há que se torcer agora para que o País persista corajosamente nos arrancos das suas manadas bovinas nas estradas exterioranas. Remetam para lá os exportadores toneladas de carnes frescas e, como retorno, receberão tambores recheiados de dólares, libras e correlatas, que evidentemente não comem na forma de churrascos ou frituras, mas podem ajudá-los a se alimentar por outras formas práticas. Um campeonato diferente, diga-se alto e bom som. Uma negociação verdadeiramente compensadora! É bola na rede, sem que árbitro nenhum, apito na boca, tente desviá-la de seu curso. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.