08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O grito de liberdade


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Acredito que vocês já estejam cansados, assim como eu, de ouvir sobre os potenciais da cidade, mas não ver nada de concreto acontecendo. Dois grandes grupos, o Savoy e o Marca, vêm tentando implementar centros de compras na cidade. Porém, graças à “complicações jurídicas”, os processos não tem andamento. O Savoy teve o seu primeiro passo “concreto”, literalmente, em Agosto do ano passado. Houve festa e até banda! As obras teriam início no primeiro semestre deste ano. Que nada! Agora só se fala em um plano B ou, em outras palavras, um jeito de manter o shopping atual como está e esquecer o assunto. Com o grupo Marca, o primeiro prazo foi em fevereiro deste ano, adiado para outubro e agora sem definição. Enquanto isso, a estação da NOB está cada dia mais deteriorada. E a reforma nos cinemas do Shopping? A promessa era a entrega na segunda quinzena de novembro, mas a reforma ainda nem começou... Diante destes fatos, podemos perceber uma estagnação da cidade, chegando àqueles que ainda nem se instalaram por aqui. Por que estes grandes grupos não conseguem se desenvolver na cidade? Segundo o Instituto Target, ocupamos a 14º posição no estado em atração de investimentos, bem acima de Marília, Prudente e Araraquara. O Data-ITE aponta renda per capita de R$ 500,00, uma das maiores do Brasil. Temos um público universitário com mais de 10.000 jovens que passam, em média, 5 anos gastando na cidade. Uma grande parcela da população trabalha em serviços públicos com estabilidade financeira. Por quê ainda perdemos investimentos?

Estou certo que nós, bauruenses, temos as respostas para estas perguntas presas na garganta, mas infelizmente não podemos libertá-las; principalmente devido ao isolamento social existente na cidade. Poucos são os que falam e menos ainda os que ouvem. E isto não é recente... Pode parecer absurdo insistir no comércio como fonte de investimentos, mas o setor de serviços emprega, atualmente, mais do que o setor industrial. Dois grandes centros de compra, assim como estes pretendem ser, certamente reduziriam o desemprego na cidade, além de incrementarem a gama de lazer da cidade, que hoje é extremamente restrita. Assim como nos manifestamos durante os últimos acontecimentos na câmara municipal, vamos lutar pela retomada do crescimento da cidade. Não são só os assuntos políticos que merecem discussão. Precisamos cobrar, do executivo e do legislativo, providências e esclarecimentos sobre esta morosidade. Afinal, vamos nos libertar ou continuar com este grito preso na garganta?

Marcelo Ciamponi de Castro – RG 24982166-7