08 de julho de 2026
Geral

Mais de 70% não se protegem do sol

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia durante a Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele no ano passado mostrou que 74% das pessoas que se consultaram não se protegem contra os raios solares, o principal vilão nesse tipo de tumor. A informação é do dermatologista Ivander Bastazini, que comanda a campanha há seis anos e hoje faz mais uma edição da campanha na cidade.

De acordo com ele, esse dado é alarmante. “A proteção deve ser constante, pois o tumor pode se desenvolver em qualquer pessoa”, afirma. No ano passado, foram atendidas 580 pessoas no programa de prevenção. Foram detectados 48 casos de carcinoma basocelular, quatro carcinoma espinocelular e seis melanomas malignos, além de 104 casos de pré-câncer e 422 de algum tipo de problema de pele.

Bastazini explica que o objetivo da campanha, que será realizada hoje, das 9h às 15h, no Instituto Lauro de Souza Lima, gratuitamente, é orientar as pessoas sobre os cuidados que elas devem tomar com relação a essa doença. “Muitas vezes, o sinal aparece na pele, mas o paciente não dá importância. Quanto antes diagnosticar a doença, maiores as chances de cura”, lembra.

Os tumores basocelulares são os menos malignos, podendo ser tratados até mesmo com a aplicação de cremes específicos e fototerapia dinâmica.

Já o melanoma maligno é o mais grave, exigindo um procedimento cirúrgico com retirada de grande quantidade de tecido cutâneo.

Para o dermatologista, atualmente, as pessoas estão bem informadas sobre esse tipo de doença, mas ainda não se cuidam como deveriam. “É grande a quantidade de gente que se expõe ao sol sem a menor proteção”, avalia.

Ele lembra que mesmo os raios solares mais amenos são prejudiciais. “Os cuidados com a exposição ao sol devem ser adotados a qualquer hora, pois tanto a radiação UVA quanto a UVB pode causar o tumor”, destaca.

O câncer de pele surge quando as células se tornam incapazes de manter a sua multiplicação e maturação dentro da normalidade.

Bastazini afirma que qualquer pessoa pode desenvolver a doença, mas há alguns fatores de risco, como: exposição intensa ao sol; contato com substâncias químicas tais como arsênico, benzenos, hidrocarbonetos; lesões preexistentes (úlceras crônicas, queimaduras por radiação); pele, cabelos e olhos claros; redução da capacidade de defesa do organismo.

Uma forma de prevenir esse tipo de tumor é fazer uma análise freqüente da pele, verificando se existe alguma mancha ou lesão suspeita. “Uma pequena pinta pode evoluir para algo mais grave”, orienta o médico.

Dos tumores existentes, o de pele é o mais freqüente. Isso porque o efeito do sol é cumulativo no organismo.

Para se livrar desse problema, a geógrafa Ednéia Carvalho procura proteger a sua pele o máximo possível. Há 12 anos, ela usa protetor solar recomendado pelo seu dermatologista e evita ficar muito tempo exposta aos raios solares. “Eu ando de moto e, por mais roupa que eu coloque, sempre enfrento os raios solares”, afirma.

Como tem a pele e os olhos claros, ela não se descuida. “Quando era adolescente, eu tomava muito sol. A minha pele no colo ficou avermelhada e grossa. Por isso, decidi me precaver”, salienta. Bastazini destaca que qualquer pessoa pode participar da campanha de prevenção hoje, mesmo quem já está em tratamento. “Não é uma consulta, vamos apenas analisar as características da pele e procurar observar se há algum indício da doença”, diz. Os casos suspeitos serão encaminhados para exame posteriormente.

• Serviço

A Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele será realizada hoje, das 9h às 15h, no Instituto Lauro de Souza, que fica na rodovia Bauru-Jaú, km 225.