11 de julho de 2026
Esportes

Memória: Há 45 anos um incêndio no estádio do Noroeste

Da Redação
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No dia 23 de novembro de 1958, cerca de 15 mil pessoas presenciaram um espetáculo diferente no antigo estádio do Noroeste, que era localizado na rua Quintino Bocaiúva, perto da avenida Duque de Caxias.

Parte das gerais daquele velho campo foi destruída rapidamente por um incêndio. Quem lá esteve, se recorda perfeitamente do triste acontecimento que felizmente não registrou mortes, nem mesmo ferimentos graves, apenas danos materiais.

Aquele dia, muito quente, apresentava-se como sendo dos mais festivos e grande era a expectativa em torno do jogo que aqui seria disputado entre o Alvirrubro e o São Paulo. O Tricolor vinha a Bauru na qualidade de sério candidato ao título. O numeroso público esperava um sensacional jogo entre noroestinos e tricolores.

Entretanto, sem que ninguém esperasse, foram jogados apenas 25 minutos do primeiro tempo, tendo em vista o incêndio que irrompeu nas gerais e destruiu parcialmente aquelas dependências de madeira, obrigando o árbitro argentino - Juan Brozzi - a suspender a partida, pois não havia mais condições para a sua continuidade.

Naquele jogo inacabado, o Noroeste se apresentou com o seguinte time: Julião, Pedro, Pierre e Fernando; Diógenes e Gaspar; Batista, Wilson, Berto, Nestor e Ismar. São Paulo: Poy, De Sordi, Mauro e Riberto; Dino e Vítor. Maurinho, Juracy, Gino, Canhoteiro e Roberto. Esse jogo interrompido teve prosseguimento no dia 9 de dezembro de 1958, no campo do Bauru A.C. e o resultado final foi a vitória do S. Paulo por 3 a 1. Com os gols marcados por Gino (2), Canhoteiro e o goleiro Poy, contra, para o Noroeste.

Vivia, portanto, há 45 anos, o Noroeste, um acontecimento que abalou toda Bauru, mas que acabou sendo o ponto inicial para que a RFFSA edificasse, em Vila Pacífico, o novo estádio que inicialmente recebeu o nome de Ubaldo Medeiros, engenheiro que era o diretor da E. F. Noroeste do Brasil na época da construção. Posteriormente, durante o período ditatorial da Revolução de 31 de Março, o nome foi trocado, voltando a ser Alfredo de Castilho, a antiga denominação do campo da Quintino Bocaiúva.