09 de julho de 2026
Regional

Autores de ataque se entregam à polícia

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu – Os dois acusados pelo atentado registrado contra a Base Leste da Polícia Militar de Botucatu (100 quilômetros a Sudeste de Bauru) se apresentaram anteontem à polícia.

O prédio, localizado no Jardim Peabiru, foi atingido no último sábado à noite por cerca de cinco projéteis calibre 38 e um rojão. Ninguém ficou ferido.

Em depoimento prestado à polícia, o ajudante de pintura Alessandro Roberto da Silva, 22 anos, e o funileiro Alexandre Prudêncio dos Santos, 22 anos, moradores de Botucatu, afirmaram que estavam em um bar da cidade quando decidiram atacar a base.

“Eles alegaram que estavam um pouco alcoolizados e resolveram fazer isso”, relata o delegado-adjunto Sérgio Paulo Martins Castanheira, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu.

Segundo ele, os acusados confessaram o crime e apontaram o local onde estava a arma que teriam utilizado no dia do ataque, um revólver calibre 38. Eles se apresentaram na delegacia acompanhados por advogados.

Segundo o delegado, os jovens não teriam passagem pela polícia ou ligação com o crime organizado. Na opinião dele, a dupla teria cometido o crime por “diversão” e sob influência da onda de atentados contra as polícias militar e civil do Estado, orquestrada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os acusados teriam relatado durante o depoimento que a idéia de realizar uma ação contra a polícia começou a ser considerada na sexta-feira, dia anterior ao crime.

No sábado, enquanto estavam no bar eles teriam tomado a decisão e se dirigido à base da PM em uma motocicleta. No momento do ataque, não havia policiais no local. Dois soldados, que trabalhavam no turno da noite, realizavam patrulhamento com uma viatura nas imediações do bairro.

Santos e Silva dispararam cinco tiros e lançaram um rojão dentro da base, estilhaçando os vidros do prédio. Em seguida, fugiram do local e retornaram ao bar, onde teriam comentado o fato com dois amigos.

Os acusados devem ser indiciados pelo crime de dano contra o patrimônio público, pena de seis meses a três anos de detenção, e disparo de arma de fogo em via pública, pena de um a dois anos. Eles vão responder ao inquérito em liberdade.

A arma e o rojão foram encaminhados para exame pericial e a motocicleta utilizada no dia do ataque foi apreendida.

Antes mesmo da versão apresentada anteontem pelos acusados, o comando do 26.º Batalhão da Polícia Militar já estava tratando o atentado como um caso isolado de vandalismo, sem relação com o PCC.

Mesmo assim, depois do episódio, o policiamento na base foi reforçado, como medida de segurança.