Quem nunca perdeu um guarda-chuva, um óculos ou mesmo um documento? Difícil encontrar alguém que não tenha uma história para contar de algum objeto esquecido em um local público. Mas, para onde vão todas essas coisas? E os móveis e objetos que não servem mais, como se livrar deles sem poluir a cidade?
O JC nos Bairros foi atrás dessas perguntas, visando mostrar como cuidar melhor do lugar onde se vive e ajudar os cidadãos a fazerem as coisas fluírem melhor em sua vida (lembre-se de que o que não serve mais para um pode fazer muita diferença para outra pessoa).
Não há uma estatística sobre o volume de objetos perdidos todos os dias pelas ruas da cidade. No entanto, dá para se ter uma idéia observando a quantidade de coisas armazenadas no setor de Achados & Perdidos da Agência Central da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). “Atualmente, temos 300 documentos e objetos arquivados esperando pelo reconhecimento de seus donos”, diz a gerente da agência, Helena Maria Fusco Salvador dos Santos.
Esse local é o “depósito” oficial das coisas perdidas. A maioria dos objetos e documentos sem dono é levada para lá.
Mas, além dos Correios, há outros locais que armazenam peças perdidas. As empresas de ônibus circular, por exemplo, têm uma sala especialmente reservada para essa finalidade.
A assessoria de imprensa da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Transurb) destaca que há objetos curiosos entre os que são esquecidos nos ônibus. Celulares são os que mais chamam a atenção, por serem produtos caros. Mas há roupas, sapatos, bolsas com documentos e sombrinhas aos montes nos depósitos à espera de uma busca.
Recicláveis
Não são apenas objetos pequenos que são “esquecidos” pela cidade. Andando pelas ruas de Bauru, não é difícil encontrar móveis, sapatos, carcaças de carros e carretas jogadas nas calçadas e terrenos baldios.
São coisas que não têm mais utilidade, mas não foram descartadas de forma correta.
Quem tem casa alugada sabe bem como é esse transtorno. O presidente da Associação dos Administradores e Corretores de Imóveis de Bauru (Aciba), José Martinho Teixeira da Silva, salienta que muitas vezes é necessário alugar uma caçamba para retirar os materiais abandonados nos imóveis. “Tem gente que muda e deixa o que não quer mais na residência”, destaca.
O pior é que, segundo ele, na maioria dos casos, são coisas que não têm mais utilidade, como móveis deteriorados ou eletrodomésticos quebrados. “É muito difícil encontrar algo que ainda tem serventia”, destaca.
O secretário municipal das Administrações Regionais, Arlindo Marques de Figueiredo, explica que a prefeitura se responsabiliza pelo recolhimento de muita coisa que é deixada nas ruas. Mas nem tudo tem como ser recolhido. “Carcaças de carro, por exemplo, é preciso cautela, pois a polícia deve averiguar qual a procedência do veículo antes dele ser removido”, salienta.
Objetos abandonados em terrenos baldios também são casos a serem analisados. “Não podemos invadir essas áreas particulares”, destaca.