A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) realiza, em parceria com a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis, a coleta seletiva de lixo. No entanto, o serviço ainda é restrito, atendendo apenas a 50% da cidade aproximadamente.
De acordo com a chefe da seção de produtos recicláveis do órgão, Dalva Aparecida de Andrade Silva, tudo que é classificado como reciclável é recolhido pelos caminhões. “Não importa o tamanho”, salienta.
Dessa forma, de caixas de papelão a móveis de grande porte, qualquer coisa pode ser colocada na calçada nos dias de coleta. “O caminhão passa uma vez por semana em cada bairro”, alerta Silva.
Se uma pessoa tiver muitas coisas para serem recolhidas ou alguma peça grande, é possível agendar um horário aos sábados. “Temos um atendimento esporádico nesse dia da semana, que funciona através de agendamento de horário”, destaca.
Vale lembrar que quase tudo pode ser reciclado. De latas de alumínio e garrafas pets até móveis velhos e roupas que não se usa mais. “Há muitas coisas que não servem para um, mas que faz a diferença na casa de outra pessoa que não tem aquilo”, explica o secretário municipal das Administrações Regionais, Arlindo Marques de Figueiredo.
O material recolhido pelos caminhões da Semma é levado para a central de reciclagem, localizada no Jardim Redentor. Lá, coordenada pela Associação dos Catadores de Material Reciclável, é feita a triagem dos objetos, separando-se alumínio, vidros, papel e metal.
O que faz a Sear?
Não é fácil calcular a quantidade de objetos abandonados pela cidade. A cada dia, aparecem novos exemplares em ruas, terrenos, calçadas e até mesmo nos bueiros e córregos. Basta dar uma volta pelos bairros para observar o número de coisas jogadas, abandonadas ou simplesmente perdidas pelos locais públicos.
Arlindo Marques de Figueiredo explica que muitas coisas encontradas pelos funcionários da prefeitura são recolhidas diariamente. “Se é pneu, encaminhamos para a Emdurb (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano de Bauru) para que ela envie para Jundiaí para serem reindustrializados”, explica.
Móveis e eletrodomésticos (como fogões, geladeiras e máquinas de lavar) são levados para o aterro sanitário da cidade e destruídos. Já restos de veículos automotores, como carros, caminhões e ônibus permanecem onde estão à espera de uma iniciativa para serem retirados das vias públicas. “Não podemos recolher esse tipo de objeto abandonado, pois é preciso saber porque ele está ali”, esclarece o secretário.
A Secretaria Municipal das Administrações Regionais (Sear) só retira algo quando é chamada para fazer isso. “Essa não é uma atribuição da pasta. Só enviamos um caminhão para essa finalidade quando somos requisitados”, salienta.
• Serviço
Mais informações sobre a coleta seletiva de lixo podem ser obtidas pelo telefone (14) 3235-1129.