09 de julho de 2026
Bairros

Empresas de ônibus guardam objetos perdidos por um ano

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Os ônibus coletivos de Bauru transportam, diariamente, cerca de 87 mil pessoas. Entre elas, sempre tem alguém que deixa cair algo durante o percurso ou que simplesmente esquece um objeto no banco ao descer no seu destino.

Por causa disso, as empresas de transporte coletivo da cidade - Baurutrans, Grande Bauru e Cidade Sem Limites - possuem um departamento específico para armazenar esse material.

Há coisas curiosas, como aparelhos de telefone celular, sapatos e chupetas. De acordo com a assessoria de imprensa da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb), os objetos são guardados durante aproximadamente um ano, à espera do reconhecimento.

Passado esse período, são doados para entidades assistenciais.

“Todas as noites, ao se fazer a limpeza do ônibus, é comum encontrar várias coisas esquecidas pelos passageiros”, destaca a assessoria de imprensa.

Os documentos são encaminhados para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que possui um setor de Achados & Perdidos aberto à população.

O órgão de comunicação salienta que os celulares são entregues às respectivas operadoras de telefonia, para que elas encontrem o seu proprietário. “Tem muita gente que liga para a empresa, tentando localizar os seus pertences perdidos. Se ela der a descrição certa do objeto e ele ainda estiver na empresa, ela pode ir buscar lá”, explica a assessoria.

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Você já esqueceu alguma coisa em um lugar público?

“Em um ano, perdi o celular três vezes. Um dia, em um supermercado; outro dia, em frente ao Teatro Municipal e uma terceira vez em uma loja. Ainda bem que o pessoal que achou me ligou avisando.” Débora Said - funcionária pública

“Sim. Já esqueci numa loja a sacola com roupas que eu tinha acabado de comprar. Nunca mais encontrei as peças.” Giselle Fernanda Sanches - vendedora

“Eu nunca perdi nada. Não costumo carregar muitas coisas. Eu não sou de levar guarda-chuva, blusa, então, não tenho por que esquecer. Mulher perde muito mais, pois sai de casa equipada.” Aparecido Dias - frentista

“Sim. Certa vez, pendurei minha bolsa na balança para me pesar e esqueci lá. Outra vez, foi a sombrinha que eu perdi no banco. Também já deixei meus óculos numa banca de roupas em uma loja. Eu sou muito esquecida.” Sivonei Aparecida Lahr - auxiliar de produção