Okayama - Há pouco mais de uma semana disputando a Copa do Mundo de Vôlei, no Japão, as equipes já começam a sentir o efeito de um dos seus piores adversários: o cansaço. O ritmo é extremamente puxado, com 11 jogos em apenas 15 dias de competição.
Entre um dia de descanso e outro, os treinadores aproveitam para tentar minimizar ao máximo o desgaste dos jogadores. “É muito difícil manter todos os 12 atletas com 100% de rendimento ao longo do campeonato. O grupo se desgasta demais, com os jogos e as viagens. Por isso, temos que aproveitar os dias de folga para driblar o desgaste, seja passeando ou relaxando”, contou o técnico canadense Stelio de Rocco.
Na primeira etapa, os times disputaram três partidas numa mesma cidade. Em seguida, as delegações viajaram em média três horas de trem para o local da segunda fase, onde foram disputados mais dois jogos.
Malas prontas novamente e mais outras três horas de trem bala até a terceira cidade. “Temos que ser fortes. Num campeonato longo como esse é preciso trabalhar a mente e a alma para não perder o foco”, declarou o técnico brasileiro Bernardinho.
O teinador nacional, mais uma vez, fez questão de ressaltar a importância de manter todo o grupo em boas condições. “Vamos precisar dos 12 jogadores nessa Copa do Mundo e temos que deixá-los nas condições mais saudáveis possíveis”, acrescentou.
A preocupação do treinador tem fundamento. Com dores musculares e uma tendinite, o oposto Anderson e o ponteiro Nalbert, respectivamente, não participaram da partida contra a Tunísia, em Hamamatsu. “Preferimos poupá-los. Não queremos arriscar nada agora”, disse Bernardinho.