Continuam apregoando a existência de uma atroz perseguição contra nosso alcaide municipal. Será isso mesmo? Vejam só: ele desconta da folha dos funcionários valores referentes ao Funprev e não repassa para essa entidade, usando a grana para outra finalidade e propõe um parcelamento da dívida em 10 anos. Desconta também valores gastos em farmácias e não faz o repasse no prazo combinado. Funcionários fazem empréstimos e para dificultarem inadimplência os valores são descontados em folha, só que a Prefeitura não repassa valores à instituição bancária, gerando uma indevida cobrança junto aos funcionários. Compra-se carne/feijão, paga-se rapidamente com aditamento e a mercadoria só dá entrada após denúncia pública, após alguns anos. É feito um acordo com a Promotoria de iniciar o saneamento até o meio do próximo ano, sob risco de pagar multa diária, contando somente com um empréstimo junto ao Banco Mundial, mas não abre as condições impostas para essa efetivação, como uma possível privatização do DAE, uma instituição que precisa ser preservada a qualquer custo. Até no caso da Taça SP Futebol Júnior sonega-se informações ao clube interessado, o Noroeste, preferindo devolver tudo, guardando-se o devido silêncio até tudo vir a público. Esconde-se uma dívida monstruosa, que vai comprometer quase todo o orçamento municipal do próximo ano, dizendo-se até então que as finanças estão em ordem, porém, hoje, fala-se até em dificuldades no pagamento do 13.º salário. A ponte, aquela da eleição, teve novamente sua reforma com prazo de entrega adiado. Por essas e outras, não vejo perseguição nenhuma de “incendiários”, como ouvi numa rádio local. Me parece que essa Administração insiste em municiar a cidade com atos que a deixam na berlinda. Devido a isso, mesmo a contragosto, continuamos sempre tocando no mesmo assunto. Porém, o fósforo aceso não está em nossas mãos.
Henrique Perazzi de Aquino - RG 9.710.205-2