10 de julho de 2026
Polícia

Reunião debate alternativas para avenida Getúlio Vargas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Militar (PM), a Administração Municipal e a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) discutem amanhã alternativas para resolver o problema de vandalismo registrado na Getúlio Vargas, nos finais de semana. A proibição do estacionamento em alguns trechos da via, a instalação de uma Zona Verde ou a colocação de câmaras de vídeo são algumas das opções.

A iniciativa veio a reboque do arrastão que vitimou pelo menos sete pessoas na avenida, na madrugada de domingo retrasado. Outras duas pessoas foram roubadas no mesmo dia. Em resposta, a PM realizou uma blitz no último final de semana, que resultou em 131 motoristas autuados, 520 pessoas revistadas, 121 veículos e 34 motocicletas vistoriados, informa o comandante da 1ª Companhia, capitão Benedito Roberto Meira.

De acordo com ele, três automóveis foram apreendidos por falta de licenciamento. As secretarias municipais de Planejamento e de Saúde também apreenderam 182 latas de cerveja, 50 garrafas de batida caseira e um garrafão de vodka que estavam sendo vendidas na via.

“Empregamos 97 homens, além do efetivo de serviço da Base Comunitária Sul, que dispôs cerca de 15 policiais”, calcula. Segundo o capitão, na reunião de amanhã, também serão discutidos outros pontos relativos à fiscalização de trânsito.

“O objetivo da reunião é debater o trânsito em Bauru, o que também inclui a situação da avenida Getúlio Vargas. A gente quer encontrar uma solução, que não cause transtornos aos comerciantes”, explica o comandante do 4º Batalhão da PM, tenente coronel José Alexandre Cintra Borin.

Por essa razão, todas as possibilidades serão analisadas, reitera o chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Antonio Sérgio Marsola. Ele explica que na oportunidade também será realizado um balanço da situação do trânsito no município nesse ano e um pré-planejamento para 2004.

“Também discutiremos o tráfego na avenida Nações Unidas, por exemplo. (No caso da Getúlio), acho que um conjunto de medidas deve ser adotado para resolver o problema”, esclarece. Concorda com ele, o capitão da 4ª Companhia, capitão Nélson Garcia Filho.

Conforme o JC veiculou, nenhuma das propostas apresentadas até agora para diminuir as ocorrências de vandalismo na avenida recebe apoio unânime.

A instalação de câmeras de vídeo em trechos da via pública, por exemplo, teve parecer contrário da assessoria jurídica da Emdurb, explica o presidente da empresa, Waldomiro Fantini Júnior.

“Estamos discutindo a possibilidade de proibir o estacionamento na Getúlio ou instalar a Zona Verde, o que seria mais complicado operacionalmente”, enfatiza o presidente da Emdurb.

Em recente matéria publicada pelo JC, ele apontou algumas dificuldades para executar essa última proposta, como a contratação de funcionários para trabalhar nas madrugadas aos sábados e domingos vendendo os talonários.

Por outro lado, evidenciando a disparidade de opiniões, o presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, Primo Mangialardo, tem preferência pela alternativa que prevê o registro de imagens.

“O monitoramento por vídeo é o mais adequado. Outros países já testaram e deu certo. Temos que buscar a modernidade”, conclui Primo.

A reunião será realizada a partir das 10h, na Emdurb.