08 de julho de 2026
Bairros

Reforma do PAI é retomada após 60 dias

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

As obras de reforma do Pronto-Atendimento Infantil (PAI) da Prefeitura Municipal, paralisadas há dois meses, foram retomadas ontem, com previsão de término para 60 dias. Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), a Zênite Engenharia, terceira colocada na licitação, aceitou assumir o serviço que havia sido abandonado pela ZHP Engenharia e Comércio Ltda, em setembro.

O arquiteto Luciano Martinez Sciuli, da Seplan, afirma que a Zênite aceitou os valores propostos pela prefeitura, estimados em cerca de R$ 180 mil. “Nós fizemos um acerto e oferecemos a planilha com os preços nos moldes da primeira colocada na licitação. A empresa estudou e concordou”, afirma.

Ele acredita que o prédio seja entregue em meados de janeiro. “A idéia era já ter reiniciado a reforma há algum tempo, mas até definir como seria a seqüência da obra e como seriam feitos o repasse e o pagamento, houve um pouco de atraso”, diz.

Para Sciuli, a parte mais complicada dos trabalhos já está pronta. “O que falta é a estrutura metálica, cobertura, armários, marcenaria e bancadas de granito. Não é uma obra que precise de muitos funcionários. É mais confeccionar esses itens fora, levar para lá e montar”, calcula.

Incômodo

A reforma do PAI se arrasta desde agosto, prejudicando a população que precisa de pediatras e que se vê obrigada a ir até o Pronto-Socorro da Vila Ipiranga, distante do Centro. “Não temos condições de transferir o atendimento até que a obra esteja totalmente concluída”, diz o secretário municipal da Saúde, Hanna Georges Saab.

A empresa ZHP, vencedora da licitação, apresentou problemas dez dias após o início das obras, quando os funcionários entraram em greve alegando falta de pagamento. Os serviços foram retomados oito dias depois e paralisados, definitivamente, no dia 17 de setembro.

Desde então, a Seplan vem tentando encontrar uma empresa que estivesse interessada em concluir o trabalho, mas a burocracia do processo licitatório atrapalhou os planos da secretaria. A segunda colocada, a construtora Novo Milênio, foi contatada em setembro e levou cerca de um mês para comunicar que não tinha interesse em assumir o contrato.

A secretaria convidou, então, a terceira colocada, que respondeu positivamente três semanas depois. A reportagem entrou em contato com a Zênite Engenharia, mas foi informada de que o diretor que poderia falar sobre o assunto estava viajando.