08 de julho de 2026
Polícia

Polícia volta a aplicar multa no trânsito

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

A Companhia de Trânsito da Polícia Militar (PM) de Bauru volta a ter competência para autuar os motoristas por infrações de circulação, parada e estacionamento nas ruas da cidade. Deverá ser publicado na edição de hoje do Diário Oficial do Estado o convênio entre a Secretaria de Estado da Segurança Pública e a prefeitura que permite a retomada das autuações.

O comandante da 4.ª Companhia da PM, capitão Nelson Garcia Filho, explica que, com isso, os 69 policiais que integram o Pelotão terão condições de fiscalizar e multar os motoristas que cometeram infrações como ultrapassagem em local proibido, desobediência ao sinal vermelho do semáforo, utilização do telefone celular ao dirigir, entre outras coisas.

A PM deixou de fazer esse tipo de fiscalização em setembro, quando venceu o convênio entre o Estado e o município. Nesse período, deixaram de ser aplicadas 4 mil multas no trânsito de Bauru. “Muitos acidentes poderiam ter sido evitados”, salienta o capitão Garcia.

Por outro lado, a administração municipal viu a sua receita proveniente das autuações minguar, já que deixou de receber o valor de 1,5 mil multas por mês (quase 4,5 mil no período).

Na última quarta-feira, o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Waldomiro Fantini, viajou até São Paulo para levar o acordo à Secretaria de Segurança Pública e pegar a assinatura do responsável pelo órgão.

No mesmo dia, ele voltou a Bauru e, na madrugada de ontem, encaminhou o documento para o prefeito Nilson Costa (PTB) assinar. Depois disso, o acordo foi enviado ao governo do Estado. A partir da publicação no Diário Oficial, o convênio volta a ser válido.

Segundo o capitão Garcia, o ideal é que todos os policiais militares sejam credenciados para fazer as autuações, o que, em sua opinião, facilitaria a fiscalização do trânsito. “Temos apenas 69 homens para cobrir toda a cidade, que tem uma frota de 150 mil veículos. É praticamente impossível”, diz.

A PM está requisitando junto à Emdurb que isso seja feito, mas não sabe quando poderá acontecer. “Só conseguimos fiscalizar 10% da frota da cidade”, diz.