Termina neste domingo, dia 30 de novembro, o prazo para efetuar a vacinação de bovinos e bubalinos contra febre aftosa em todo o Estado de São Paulo. O Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Bauru espera atingir 100% de cobertura vacinal na região pertencente à sua jurisdição, que é de 15 cidades, com um total estimado em 450 mil cabeças de gado. No Estado são cerca de 13 milhões de animais.
De acordo com o médico veterinário do EDA Vladimir de Souza Nogueira Filho, os criadores da região - cerca de 3,5 mil - são “muito conscientes” e sempre levam seu rebanho para ser vacinado dentro do prazo. Segundo ele, em todas as campanhas de vacinação contra aftosa o índice de imunização fica acima de 90%. Até o próximo dia 30, fêmeas de 3 a 8 meses de idade também devem ser vacinadas contra brucelose.
“Na região do EDA não temos problemas de baixa cobertura vacinal; pelo contrário. Na campanha contra aftosa do ano passado ficamos perto de 99% de cobertura, e em 2001, 97,69% do rebanho foi vacinado”, afirma Nogueira Filho.
A multa para o pecuarista que não vacinar seu rebanho até o próximo domingo é de R$ 56,00 por animal. Após o término da campanha (dia 30), os criadores têm uma semana para comunicar o EDA sobre a correta vacinação dos animais. Se esta comunicação não for feita, será cobrada multa de R$ 33,00 por animal, segundo o veterinário.
“A partir da próxima segunda-feira começa a contar o prazo de uma semana para os pecuaristas informarem o escritório sobre a aplicação da vacina em seu rebanho. Para isso, é necessário levar ao EDA a nota fiscal de compra da vacina e uma declaração de que o gado foi imunizado.”
Segundo dados da Secretaria Estadual de Agricultura, na última campanha os índices de cobertura vacinal em São Paulo atingiram cerca de 99,4% do rebanho, o que garante praticamente a imunização de toda a população bovina. Com seu rebanho de aproximadamente 13 milhões de cabeças, o Estado de São Paulo representa 70% de toda carne brasileira exportada, considerando que várias indústrias, embora abatam fora do Estado, processam a carne em São Paulo.
Neste mês de novembro está sendo realizada a segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa. A primeira etapa ocorreu em maio. Desde o ano passado a campanha passou a ser desenvolvida em duas fases. Até 2001, a campanha de imunização de bovinos e bubalinos era efetuada em três etapas.
De acordo com Nogueira Filho, a mudança da regra teve como objetivo tornar o processo mais prático para os pecuaristas, além de adequar o Estado de São Paulo ao calendário do circuito Centro-Oeste, que inclui ainda Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Essa mudança indica que o Estado está evoluindo no que diz respeito à erradicação da doença. Segundo o EDA, o último caso registrado de febre aftosa na região de Bauru data de 1994, em Arealva.
Apesar de São Paulo já ser reconhecido como Estado livre de aftosa pela Organização Internacional de Epizootias (OIE) - título conquistado em maio de 2000 -, os técnicos da Defesa Agropecuária estão sempre em alerta. Isso porque existe um movimento muito grande de animais que vêm de outros Estados, e qualquer bovino contaminado pode colocar em risco todo um rebanho.
• Serviço
Mais informações sobre a campanha de vacinação contra a febre aftosa podem ser obtidas pelo telefone (14) 3227-2352, no Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Bauru.
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O que é
A febre aftosa é uma enfermidade altamente contagiosa que ataca a todos os animais de casco fendido, principalmente bovinos. Os animais podem ser infectados em qualquer idade, independentemente do sexo e do clima da região onde vivem.
A doença é produzida por, pelo menos, seis tipos de vírus. Não há transmissores de aftosa. O vírus é vinculado pelo ar, água e alimentos, apesar de ser sensível ao calor e à luz.
O vírus se isola em grandes concentrações no líquido das vesículas dos animais, que se formam na mucosa da língua e nos tecidos moles em torno das unhas. O sangue contém grandes quantidades de vírus durante as fases iniciais da doença, quando o animal é muito contagioso.
A gravidade da aftosa não decorre apenas das mortes que ocasiona, mas principalmente dos prejuízos econômicos aos pecuaristas. A perda de apetite causada pela doença resulta em perda de peso do gado, quebra da produção leiteira, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva.