10 de julho de 2026
Cultura

Atriz construiu carreira com papéis inesquecíveis

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Eclética. Essa é uma das principais características da paulista Regina Duarte. Atriz de teatro, cinema e televisão, ela acumula, em quase 40 anos de carreira, cerca de 25 participações em novelas, séries e minisséries, além atuações em peças teatrais e filmes.

Na telinha, Regina - que ganhou o rótulo de “Namoradinha do Brasil” com a novela “Minha Doce Namorada” - interpretou protagonistas que ficaram famosas. Entre elas, se destacam a doce Simone de “Selva de Pedra”, dirigida por Janete Clair, a despachada viúva Porcina, criada por Dias Gomes para “Roque Santeiro”, além de Raquel, de “Vale Tudo” e a batalhadora Maria do Carmo, de “Rainha da Sucata”, de Sílvio de Abreu.

Na maioria de seus papéis televisivos, a atriz encenou mulheres fortes, que muitas vezes influenciaram costumes e provocaram polêmicas. Um exemplo é a socióloga Malu, da série “Malu Mulher”, que revolucionou costumes ao falar sobre a sexualidade feminina. Neste seriado, inclusive, ela fez parte da equipe de criação.

Na pele de Helena, da novela “Por Amor”, Regina surpreendeu o público ao entregar seu bebê saudável à herdeira Maria Eduarda - interpretada pela sua filha na vida real, Gabriela Duarte - e levantou discussões envolvendo os limites do amor materno.

A parceria com Gabriela é outro ponto forte na trajetória de Regina. Além de “Por Amor”, a dupla mãe e filha se destacou no papel da compositora abolicionista Chiquinha Gonzaga. Na minissérie homônima dirigida por Jayme Monjardim, Regina viveu a personagem dos 30 aos 80 anos e Gabriela ficou com a fase jovem de Chiquinha.

Além dos memoráveis papéis da TV, a atriz obteve sucesso em outras áreas. Escreveu o conto “Espera Marido” e elaborou o roteiro cinematográfico “O Jogo do Silêncio”. Nos palcos, Regina cantou e dançou no espetáculo musical “Miss Banana”, que estreou nos anos 80. No teatro, interpretou uma prostituta na peça “Réveillon”, de Flávio Márcio, e viveu um personagem masculino em “A Vida É Sonho”, de Calderón de la Barca.