Se você pensa em aderir à “onda tuning”, saiba que nem tudo é possível nem permitido executar. O tenente Jorge Luiz Dias, da 4.ª Companhia da Polícia Militar de Trânsito de Bauru, esclarece que há uma legislação a respeito das modificações veiculares. “A resolução número 25 do Conselho Nacional de Trânsito disciplina o que pode e o que não pode ser feito”, informa.
Segundo Dias, uma das alterações expressamente proibidas, mas muito utilizadas por “tuneiros”, é o rebaixamento da suspensão. “A legislação é clara neste sentido, pois tal modificação compromete a segurança”, enfatiza o tenente. Andar com escapamentos abertos e com as películas (insulfilmes) fora das especificações legais também rendem problemas ao motorista.
Todos estes casos são considerados infrações graves, passíveis de multa de cerca de R$ 127,00, retenção dos documentos de porte obrigatório do veículo e fornecimento de prazo para conserto e regularização do automóvel.
Por isso, antes de fazer qualquer modificação em seu carro, é necessário pedir autorização para o órgão de trânsito competente - no caso, em Bauru, à Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran).
Na seqüência, e após a realização do serviço, o auto terá de ser submetido a uma inspeção técnica em uma unidade credenciada pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) para realizá-la, como o Centro Tecnológico Mecânico (Cetem) de Bauru.
Este procedimento, cujo preço varia de até R$ 180,00 para automóveis e até R$ 300,00 para caminhões, só não será preciso se a alteração for na cor do veículo. Nesta situação, basta autorização do órgão executivo de trânsito.
O diretor da unidade local do Cetem, o engenheiro Luiz Cremonezi, ressalta que o “envenenamento” de um carro, com a colocação de um turbo, por exemplo, não é proibida. “Desde que a adaptação seja autorizada pelos órgãos competentes, não há problemas”, afirma.
Apesar da importância das inspeções prévias, Cremonezi destaca que poucos se preocupam em efetuá-las. “Realizamos cerca de 150 análises mensais. Destas, em média, apenas 80 são para checagem de modificações, um número muito pequeno se levarmos em conta a frota circulante em Bauru e região. Isso demonstra que a quantidade de automóveis irregulares rodando pode ser grande”, conclui.