09 de julho de 2026
Regional

Bloqueio relâmpago flagra motoristas sem a CNH

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Os bloqueios relâmpagos realizados pela Patrulha Rural sem prévio aviso de local e horário fornecem para a polícia uma visão ampla do homem do campo e suas características. É comum os condutores de estradas vicinais argumentarem para a polícia que desconheciam a exigência da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O soldado Roberto Ferreira e o soldado Dani Wanks de Souza Ducatti convivem com essa situação diariamente. “Quando eles são abordados alegam que desconheciam a exigência para aquele tipo de estrada. Eles alegam que estão indo de uma propriedade rural para outra, a trabalho ou para visitar um parente que normalmente mora em propriedades rurais vizinhas.”

Os carros que transitam pelas vicinais também são dignos de ressalvas. Alguns em péssimas condições e a maioria de modelos fora de linha. O Fusca é o carro mais visto no estradão de terra.

O bloqueio de trânsito em áreas rurais chama a atenção pela presença da polícia, até então, coisa rara no campo. Os condutores tremem ao serem abordados e tratam logo de mostrar os documentos para ser dispensados o mais rápido possível.

Os caminhões carregados com madeira e os carros munidos de ferramentas são os alvos, explica o policial Roberto Ferreira. “O transporte de madeira exige autorização. Se o condutor não tiver munido desse documento é levado para o distrito policial mais próximo.”

Furto de labrador

A simples presença de um veículo desconhecido na zona rural é motivo de alerta para os moradores. “Nós já conhecemos os trabalhadores rurais da região e sabemos os carros que eles usam. Quando aparece um veículo diferente, a gente fica alerta”, diz o caseiro José Rinaldo.

Ele conta que um Fusca andou rondando a propriedade rural onde trabalha, no município de Agudos, durante alguns dias. “Eu acionei a polícia por duas vezes. Eles vieram rápido, mas não encontraram o veículo. Dias depois desapareceu um dos cães labradores responsáveis pela segurança da fazenda.”

O caseiro acredita que o cachorro foi levado pelo condutor do Fusca. “O cão labrador custa caro e é muito visado pelos ladrões. Aqui temos 12 cachorros, a maioria é da raça labrador.” A fazenda, que já foi palco de um homicídio, há um ano não sofre com furtos de gado. “Aqui tivemos um homicídio. O caseiro foi morto por um desconhecido quando atendeu a porta durante a noite. Por isso, não atendemos quem bate a porta em horários impróprios.”

Para manter a segurança na propriedade, o caseiro e sua família contam com os cães e um telefone rural para manter contato com a polícia, em caso de qualquer suspeita. “Nas propriedades vizinhas, recentemente, houve o furto de seis leitões.”

Para o trabalhador rural, a presença da polícia é muito importante. “A gente se sente seguro, mesmo estando longe da cidade.”