09 de julho de 2026
Regional

Armas ilegais lideram crimes no campo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Nos mesmos moldes da Polícia Comunitária urbana, a Polícia Militar mantém um policiamento voltado para quem vive no campo. A Patrulha Rural é um “socorro” para quem vive longe da cidade e nem por isso está livre da marginalidade. O principal crime verificado no campo é a apreensão de armas.

A migração da criminalidade da área urbana para a rural, verificada estatisticamente no final de 2001, motivou o governo do Estado a implantar a nova modalidade de policiamento, visando inibir os furtos e roubos de gado, de implementos agrícolas e de eletrodomésticos, além de evitar a instalação de cativeiros.

Nas primeiras modalidades de crimes, os furtos e roubos, as pequenas propriedades, tipo chácaras, eram as mais visadas pelos criminosos, enquanto que para os cativeiros eram escolhidos locais de acesso mais difícil. Mas, em ambos os casos, a polícia precisava ter informações do que estava ocorrendo no campo. Para isso, necessitava ter um relacionamento mais afinado com os moradores dessas áreas.

A idéia da polícia comunitária rural conseguiu unir ambas as necessidades: a relação entre polícia e moradores e o policiamento preventivo. Vencida a etapa burocrática, a PM implantou, no início deste ano, mais exatamente em fevereiro, o Patrulhamento Rural, que em nossa região foi efetivado em junho.

Viaturas Land Rover que estavam sendo usadas no policiamento da Capital e se mostraram inadequadas para o uso urbano, foram redirecionadas para o policiamento rural após passarem por uma revisão, explica o comandante da 2.ª Companhia da Polícia Ambiental, capitão Marcelo Sanches. “Cada uma das 16 companhias do Estado de São Paulo receberam de cinco a seis viaturas.”

De acordo com ele, a 2.ª Cia é responsável por uma área que abrange 38 municípios. “Temos dois pelotões, um com sede em Bauru e outro com sede em Barra Bonita. Em Lins, temos uma base operacional.”

Para dar conta de tanto trabalho, a Polícia Ambiental, responsável pela Patrulha Rural, elege as áreas críticas, embora o ideal seria cobrir toda a zona rural. “Através das estatísticas de ocorrências e denúncias, direcionamos o trabalho. Admito que a cobertura de toda essa área, 38 municípios, não é eficiente”, diz o capitão.

Desde que foi implantado, o policiamento rural efetuou 250 bloqueios e registrou 1.663 ocorrências. Sendo que a maior incidência de registros foi em relação à apreensão de armas. “Em 2002 todo, a Polícia Ambiental fez 55 apreensões. Este ano, de junho a outubro, como resultado de denúncias e do serviço de inteligência da PM, foram apreendidas 54 armas, um aumento de quase 100%”, comemora o comandante da 2.ª Cia.

A grande maioria das armas apreendidas era formada por carabinas, comenta o capitão. “É a arma usada pelos moradores para uma pseudo segurança. É a primeira coisa a ser furtada ou roubada da propriedade rural e é com ela que os marginais praticam os delitos na área rural.”

As armas ilegais são aprendidas em grande quantidade. “Em Reginópolis, apreendemos 14 armas de uma só vez. Eram carabinas usadas para caça ilegal.”

Informações sobre quadrilhas que agem no roubo e furto e sobre pessoas que possuem armas ilegais na área rural de Bauru podem ser feitas pelo telefone 3203-2700. Na região de Barra Bonita, o número é o 3641-1775 ou 3641-7717. Na área de Lins, 3522-6782.