Promover ações conjuntas para incentivar e viabilizar o turismo de negócios e receptivo em Bauru. É neste projeto que o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, por meio do Departamento de Comércio e Turismo, estão se empenhando e direcionando uma série de esforços no momento.
Entre os planos deste projeto está a elaboração de um calendário/agenda provisório de eventos para 2004, para que o turismo receptivo possa se tornar uma realidade e para que a diferenciada infra-estrutura hoteleira da cidade seja melhor aproveitada para gerar retornos diversos - principalmente financeiro - ao município.
Segundo o presidente do Comtur, Walace Garroux Sampaio, a agenda também terá a função de evitar coincidências de eventos. “Muitas vezes acontece de serem realizados em Bauru vários eventos de médio ou grande porte ao mesmo tempo. Isso acaba lotando os hotéis e obrigando visitantes a se hospedar em cidades vizinhas. O calendário poderá evitar esse tipo de situação”, observa Sampaio.
Com sete instituições de ensino superior, prestação de serviços que são referência regional, estadual e até nacional (como o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Centrinho/USP e o Hospital Estadual), uma ampla rede hoteleira e o entroncamento de rodovias, hidrovia e ferrovias, Bauru já tem confirmada sua vocação para o turismo de negócios. A cidade reúne uma série de características que fazem dela um centro aglutinador de importantes segmentos e prestação de serviços. Faltam, agora, atitudes práticas em direção a esta vocação.
Em sua passagem por Bauru no primeiro semestre deste ano, quando veio participar justamente de um evento de grande porte na cidade - o Fórum São Paulo: Governo Presente -, o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo, João Carlos de Souza Meirelles, disse que a localização privilegiada de Bauru no coração de São Paulo é um componente importante na transformação da região no maior centro logístico do País.
Além das rodovias duplicadas (Marechal Rondon e João Ribeiro de Barros) que permitem acesso fácil a todas as regiões do Brasil, a cidade conta com duas importantes ferrovias - Novoeste e Ferroban - e um aeroporto de grande porte em fase final de construção, distante 30 quilômetros da maior hidrovia do Brasil, a Tietê-Paraná.
Este sistema de navegação fluvial permite a ligação de Bauru e seus municípios circunvizinhos à região central (Mato Grosso e Goiás) e sul (Paraná e Mato Grosso do Sul) do País, além da Bacia do Prata (Argentina, Paraguai e Uruguai). Além disso, a região é rica em diversidade produtiva, com produtores e exportadores de carne bovina, de cana-de-açúcar, calçados, bicho da seda, entre outros setores.
De acordo com o presidente do Comtur, Walace Sampaio, como órgão de representação de vários segmentos da sociedade o conselho não tem estrutura operacional. Por isso, ele aponta a necessária participação da prefeitura e da sociedade civil para que os planos de incrementar o turismo receptivo e de negócios em Bauru possam ser viabilizados.
“O Comtur não tem como executar as propostas elaboradas, porque não dispomos de estrutura para isso. Então, temos dois caminhos a seguir rumo à concretização de nossos projetos. Um deles é que a prefeitura participe nos dando apoio operacional. O outro é ter uma entidade civil que represente de forma organizada o setor de turismo receptivo em Bauru. Temos feito algumas reuniões com especialistas de outras cidades visando este objetivo”, detalha Sampaio.
De acordo com ele, esta mobilização entre Comtur, prefeitura e entidade civil organizada mudaria a atual situação de “esperar” os eventos serem marcados na cidade para “sair à busca” deles e valorizar a vocação municipal de turismo receptivo. “Precisamos sair dessa posição passiva e atrair mais eventos para serem realizados em Bauru”, afirma Sampaio.