08 de julho de 2026
Polícia

Medida divide opiniões

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Alguns pais que têm filhos freqüentadores do ponto de encontro de maior movimento de Bauru acreditam que a medida da Polícia Militar (PM), que vai abordar os adolescentes na avenida Getúlio Vargas, pode reduzir a criminalidade na região da zona Sul. No entanto, alguns deles se sentem incomodados com a possibilidade de seus filhos serem abordados ou humilhados pela polícia.

Uma dona de casa que pediu para não ser identificada, relata que seus filhos de 19 e 16 anos freqüentam a avenida Getúlio Vargas nos finais de semana, o que a deixa muito apreensiva. “A gente sabe que tem muita gente bebendo, correndo com os carros, que pode perder o controle a qualquer momento. Com a polícia presente, como no último fim-de-semana, parece que a coisa estava mais calma”, diz.

Ela afirma que não vê problema se os policiais se aproximarem de seus filhos para saber suas identidades ou o que estão fazendo no local. “O mais velho bebe uma cerveja de vez em quando, mas é responsável e nunca exagera. E se o mais novo estiver bebendo, espero que os policiais tirem a bebida dele, porque em casa nós orientamos que isto não é legal”, afirma.

Já uma psicóloga que têm uma filha de 15 anos e também pediu para não ser identificada, afirma que não gostaria que sua filha fosse abordada por policiais em um local público. “Se eles ainda chegarem para conversar, numa boa, tudo bem. Mas se houver um adolescente com uma cerveja na roda da minha filha, como eles vão tratar os outros? Como será feita essa abordagem?”, questiona.

O comandante do 1.ª Cia da PM, capitão Benedito Roberto Meira, explica que os policiais têm o direito de requerer a identificação de qualquer pessoa, em qualquer situação. “A recusa em fornecer a identificação é uma contravenção penal. Mas é óbvio que os policiais vão procurar os adolescentes para conversar e orientar. Aqueles que não estiverem fazendo nada de errado não devem se preocupar. Esta ação é para garantir a segurança deles também”, conclui.