Boa parte dos problemas encontrados pela população no momento em que precisa de atendimento médico gratuito poderia ser resolvida caso a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promovesse alterações nas estratégias adotadas atualmente nas unidades básicas de saúde (UBS). Essa é a opinião da coordenadora do Conselho Municipal de Saúde, Vera Maria Campos Porto.
Para ela, o sistema utilizado tem se mostrado ineficaz. “Tudo indica que o paciente que procura a UBS não encontra o atendimento que precisa e acaba indo para o Pronto-Socorro (PS)”, declara.
Vera sugere mudanças que, na visão dela, podem ajudar a melhorar esse quadro. “Você pode pegar uma determinada unidade básica como modelo, mantendo os programas de vacinas, gestantes e os que são próprios daquele local, mas colocando médicos generalistas que atendam à população quando ela fique doente”, diz.
A coordenadora acredita que essa éspecie de atendimento de urgência beneficiaria os usuários e, ao mesmo tempo, evitaria que o PS ficasse sobrecarregado. “Se você não se sente bem, vai até a unidade e o médico faz o diagnóstico, dizendo se o caso é de pronto-socorro ou não. Se não for, você esgota o tratamento ali mesmo”, defende.
Ela ressalta, porém, que qualquer alteração precisa ser amplamente discutida antes de entrar em vigor. “Precisamos ter um diagnóstico que diga qual estratégia deve ser adotada em Bauru. Ela também não deve ser fixa, porque a saúde é dinâmica”, afirma.
Para Vera, também é preciso acabar com a imagem de que a rede pública de saúde é sinômino de pobreza. “Devemos procurar oferecer mais para aqueles que têm menos, mas sempre lembrando que o Sistema Único de Saúde (SUS) não é somente para pessoas carentes”, conclui.