Assistindo a um telejornal, tive a oportunidade de presenciar um ato de caridade que me deixou comovido e revoltado. Comovido pelo ato de um mineiro de Ipatinga, se não me engano, que sabedor do sofrimento de uma maranhense de 72 anos e 8 filhos, que estavam em situação de miserabilidade, conclamou os vizinhos e, em mutirão, juntou latinhas de cervejas (quase 30 quilos), vendeu-as e mandou comida para dois meses para a família necessitada. Ato bonito.
O repórter da emissora acompanhou a entrega da comida, lá no Maranhão, a essa senhora de 72 anos, que com justa razão chorou de emoção e disse que com aquela comida ela conseguiria um pouco de folga para sustentar seus 8 filhos e 66 netos.
Pera aí, 66 netos! Se 8 filhos produziram 66 netos, significa que cada filho dessa senhora possui em média 8,25 filhos cada. Continuando esse raciocínio, concluo que daqui a 15 anos (lá eles começam cedo) esses 66 netos produzirão 545 novos filhos. Até aí tudo bem. Mas já pensaram se o mineiro de Ipatinga que deve ser um cara de boa cabeça, não produzir na mesma proporção, no futuro não haverá mineiros suficientes para socorrerem os maranhenses que nascem aos montes. Sem contar que pra socorrer toda essa gente a cidade de Itapinga será sem dúvida um antro de alcoólatras. Senão como fazer pra arrumar tantas latinhas de cerveja pra socorrer os maranhenses.
O que revolta nessa história é que não se vê um político tocar no assunto de controle de natalidade. Parece que o político torce para que o povo seja cada vez mais numeroso e ignorante. Não se importam com o futuro. O nascimento sem controle dos seres humanos em curto espaço de tempo com certeza dizimará o planeta. E acabaremos de forma trágica. Sem comida, sem água e sem ter a quem pedir ajuda. Ou melhor, ficaremos entregues nas mãos de Deus.
Vítor Rodrigues Ruiz - RG 11.225.892