09 de julho de 2026
Polícia

Para psicóloga, os pais precisam de mais preparo

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A psicóloga, psicodramatista e terapeuta familiar Maria Regina Correa Vanin defende treinamento específico aos pais cujos filhos apresentam problemas de comportamento. Para ela, os atos de vandalismo são reflexo da perda da autoridade dos responsáveis pelos jovens, que precisam de regras e referências.

“São muitos os fatores (que explicariam o problema envolvendo os menores), inclusive histórico. Nas últimas décadas, houve uma permissividade maior, além da influência da mídia, que cria nas crianças uma precocidade. O interesse delas vai mudando e fica mais difícil o controle”, explica.

Na opinião da psicóloga, a ignorância dos pais - mais ou menos abastados - têm contribuído. “Aqueles que não estão conseguindo orientar seus filhos deveriam freqüentar uma escola de pais. Deveriam receber um treinamento com psicólogos e orientadores de família. É uma idéia viável que funciona”, defende Vanin.

Ela deve procurar autoridades do município para oferecer o serviço e sugere que outras clínicas de psicologia façam o mesmo. “A comunidade poderia fazer alguma coisa. Poderíamos aproveitar que as escolas estão abrindo nos finais de semana para prestar a orientação. Não adianta só o alerta do juiz”, conclui.

O juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, deve receber hoje as qualificações da Polícia Militar. “Vamos ouvir os menores e seus pais. Todos os casos serão encaminhados ao Ministério Público, que pode apresentar denúncia”, informa o juiz. De acordo com ele, o objetivo é averiguar se os pais têm cumprido com obrigação de sustento, guarda e educação dos filhos.

Em matéria publicada domingo pelo JC, o promotor de Justiça Lucas Pimentel de Oliveira, que atua na área de infância e adolescência relacionada à não-infração, elogiou a iniciativa da PM, que imporia aos pais o acompanhamento de seus filhos.

A medida divide a opinião daqueles cujos filhos freqüentam a avenida Getúlio Vargas, conforme retratou matéria publicada pelo JC.

Porém, a psicóloga Vanin explica que o procedimento não é constrangedor ao jovem abordado se o contato não for agressivo. Ela sugere que os pais o oriente sobre o procedimento da PM.

Além da iniciativa de qualificar os menores, a Polícia Militar também propôs a criação de uma Zona Verde na avenida e a proibição do estacionamento em alguns trechos, medida que deve ser adotada no próximo final de semana.