10 de julho de 2026
Regional

Estudantes de medicina mapeiam problemas de bairros de Botucatu

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu – Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu encerraram na semana passada a primeira etapa do “Programa de Interação Universidade–Serviço–Comunidade”, com a apresentação de diagnósticos sobre problemas de saúde e qualidade de vida de 11 bairros do município.

Desenvolvendo atendimento junto à comunidade desde maio deste ano, os estudantes acompanharam as equipes da Secretaria Municipal de Saúde com a finalidade de conhecer as condições sanitárias dos núcleos populacionais da periferia da cidade.

Segundo a assessoria de imprensa da faculdade, em linhas gerais, os maiores problemas encontrados nos bairros foram relativos à infra-estrutura, tais como falta de calçamento ou iluminação das vias públicas e falta de transporte coletivo.

Quanto à saúde da população constatou-se uma maior incidência de problemas no sistema respiratório, especialmente nas crianças de pouca idade. O Parque Marajoara, formado por várias vilas e loteamentos novos, foi o que apresentou o maior volume de deficiências nas condições de moradia e de saúde pública.

Aspectos positivos foram também apurados em toda a pesquisa, como, por exemplo, o fato de mais de 80% das mulheres se submeterem a exames pré-natais.

O trabalho realizado pelos alunos é parte do Programa de Incentivo à Mudança na Graduação em Medicina (Promed), cujo objetivo é promover uma alteração curricular no curso de medicina, adequando os futuros profissionais às demandas e protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, 20 escolas de medicina participam do programa, entre elas a Unesp de Botucatu.

Trabalho

Divididos em 11 grupos, os 96 alunos da Faculdade de Medicina, orientados por professores tutores, visitaram de maio a novembro os bairros Parque Marajoara, Cecap, 24 de Maio, Vila Jardim, São Lúcio, Cohab I, Jardim Peabiru, Jardim Cristina, Monte Mor, Rubião Júnior e Vila Ferroviária. Os alunos realizaram entrevistas nas residências e com as lideranças comunitárias, analisaram dados demográficos e epidemiológicos de cada região.

Há três semanas, os alunos estiveram em Florianópolis, apresentando à Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) os relatórios produzidos a partir de suas experiências nos bairros de Botucatu. Essas conclusões, estão expostas em pôsteres no saguão de entrada da Faculdade de Medicina, no campus de Rubião Júnior.