08 de julho de 2026
Geral

Mães cobram salas de 5ª série em Emef

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Mães de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) “Alzira Cardoso”, no Jardim Mendonça, reuniram-se ontem de manhã para cobrar a abertura de salas de 5.ª e 6.ª séries do ensino fundamental na unidade. Elas foram recebidas pela secretária municipal da Educação, Solange Santos Ferreira dos Reis, e também se queixaram da falta de comunicação com a diretora da escola.

A Emef atende crianças da educação infantil à 4ª série, moradoras do Núcleo Mary Dota, Jardim Chapadão, Jardim Mendonça e Parque Rossi. De acordo com Rosemeire Maria Martins, mãe de um aluno que está concluindo a 4ª série, as escolas mais próximas onde as crianças poderão ser matriculadas estão nos núcleos Nobuji Nagasawa (Bauru 2000) e Beija-Flor. “Estas escolas ficam a três quilômetros do nosso bairro. E a Emef “Alzira Cardoso” tem condições de receber as classes que faltam”, aponta.

De acordo com Martins, 76 crianças estariam nesta situação. “Nós temos o direito de que nossos filhos permaneçam próximos das nossas casas, é muito mais fácil para todo mundo”, diz.

A secretária de Educação comenta que o pedido das mães será atendido brevemente, pois a secretaria realizou no último dia 23 um concurso para contratação de professores para turmas de 5.ª a 8.ª série. “Não podemos expandir as vagas sem ter os professores. Já estamos desenvolvendo atuações para atender o que as mães querem, que é o que também desejamos: atender as crianças”, afirma Reis.

O concurso está em fase de conclusão, e outras Emefs que ainda não estão definidas também serão incluídas no plano de expansão da secretaria. A secretaria observa que se o processo de instalação de novas salas não for realizado até o início do próximo ano letivo, todas as crianças que moram a mais de dois quilômetros da escola onde estão matriculadas terão disponível o transporte da Prefeitura.

“Algum avanço vai acontecer, sobre isto eu já tranquilizei as mães. Se não conseguirmos realmente avançar como queremos, o transporte permanece. O Município e o Estado trabalham em parceria para que nenhum aluno fique fora da escola. Suprimos a demanda dos alunos de 1ª a 4ª série e já temos transporte para os alunos de 5ª. Vamos trabalhar nas duas ações”, declara Reis.

Queixas

Algumas mães de alunos da Emef também queixaram-se sobre a suposta falta de abertura da diretora da escola para atendê-las. Martins afirma que diversos alunos e pais foram maltratados quando procuraram a direção. “Se chegamos até a escola para pedir uma informação, uma orientação, somos barrados”, afirma.

Benedita Barroso relata que uma professora teria insultado seu filho, que é portador de necessidades especiais. “Ela o chamou de retardado. Ele faz tratamento, tem problemas, mas ela o ignora dentro da sala de aula. Ele fica num canto, sem atenção nenhuma. Minha mãe já veio aqui para conversar e não foi atendida”, acusa.

A diretora Sônia Maria Lima Thomé diz que a escola está aberta a todos os pais que queiram conversar, tirar dúvidas ou reclamar de algo. “Eu sempre digo nas reuniões que, se há sugestões ou reclamações, que eu estou aqui para recebê-los. E todos os pais que querem falar comigo são recebidos. Ninguém consegue agradar todo mundo, mas é só o pai ou mãe do aluno me procurar que vamos conversar”, diz.

Segundo a secretária de Educação, os problemas elencados são no relacionamento com alguns pais apenas. “É uma minoria, mas acho que toda mãe tem que ser ouvida. Estamos equacionando para atender estas mães que precisam mais da diretora. Talvez no dia-a-dia, a Sônia não tenha chamado estas mães mais para perto da escola. Vamos tentar chamá-las e resolver estas questões”, conclui Reis.