08 de julho de 2026
Turismo

Musa do verão

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Floripa, como a Capital de Santa Catarina é chamada carinhosamente por seus moradores, foi eleita a musa do verão 2003-2004 em pesquisas realizadas por publicações especializadas. Além dela, outras cidades banhadas pelo mar de Santa Catarina despontam na preferência de quem elegeu um lugar limpo, tranqüilo, com bons preços e excelente infra-estrutura para passar as férias.

Desta vez, o Sul do Brasil disputou e ganhou em igualdade de condições com o Nordeste brasileiro, até então o líder absoluto na categoria de maior emissor de turistas.

Tudo por conta do custo benefício da viagem (a proximidade com São Paulo reduz o valor das despesas de transporte), a qualidade dos serviços oferecidos e as belezas naturais da “santa e bela” Catarina.

Com uma infinidade de praias para todos os gostos, uma lagoa de águas azuis cristalinas cercada por barzinhos e rendeiras e vilas com arquitetura açoriana, Florianópolis é chamada de “ilha de todos os sonhos”.

Com pouco mais de 350 mil habitantes, Florianópolis lembra Bauru pelo clima quente e por ser, ao mesmo tempo, cosmopolita e provinciana. Lá, o visitante vai encontrar largas avenidas, prédios arrojados, universidades e shoppings centers, como em qualquer outra cidade de seu porte, mas também um casario açoriano único, assim como igrejas e fortalezas cujas paredes foram edificadas com cal de conchas e óleo de baleia, responsáveis pela sustentação através dos séculos.

Segurança, ruas limpas, trânsito ágil, modernas avenidas e sistema de transporte coletivo eficaz deram-lhe o título de “Capital brasileira com melhor qualidade de vida”. Isto é fácil de ser constatado num passeio por suas mais de 40 praias ou pelo Centro histórico que guarda preciosidades arquitetônicas.

Ente elas, o Museu Histórico de Santa Catarina, conhecido como Palácio Cruz e Sousa. Reformado entre 1894 e 1898, no governo de Hercílio Luz (que empresta seu nome à ponte pênsil, outro cartão-postal da cidade), o prédio assumiu a forma eclética atual.

No seu interior, chama a atenção a majestosa escadaria em mármore de Carrara, as estátuas de cavaleiros medievais e os vitrais em “art-nouveau”.

Outros lugares interessantes no passeio histórico-cultural ficam por conta da casa onde nasceu o pintor Victor Meirelles, um sobrado com características arquitetônicas oitocentista e a praça XV de Novembro, ponto de convergência das ruas mais antigas da cidade.

Aproveite para sentar à sombra de figueiras centenárias e fazer parte por alguns momentos da vida dos ilhéus. Segundo eles, três voltas em torno da árvore é tiro e queda para atrair fortuna e quem sabe um bom casamento.

Boca Maldita

Ainda no corredor central da cidade, fica o calçadão da rua Felipe Schimidt e a “Boca Maldita”. O “Senadinho” rouba a cena com agitadas conversas sobre política, economia, futebol e amenidades.

Bem perto fica a rua Conselheiro Mafra que exibe belos exemplares da arquitetura neoclássica da cidade: os prédios da Alfândega e do Mercado Público. No passado, esses locais foram referência das atividades portuárias da ilha e hoje viraram palco de encontro para artistas, boêmios e intelectuais. Uma parada no Boxe 32 do mercado é obrigatório. Lá encontram-se frutos do mar, bolinhos de bacalhau à moda açoriana, bebidas de todos os tipos e chope tirado nos trinques (com um dedo de colarinho).